Pacientes do Cacon terão medicamentos disponibilizados em seus municípios

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Antes os pacientes tinham a necessidade de se deslocar até o município de Ijuí

 Pacientes com câncer e seus familiares credenciados atendidos no Centro de Atendimento de Combate ao Câncer (Cacon) do Hospital de Caridade de Ijuí dos 120 municípios de abrangência na região têm motivos para comemorar. Após reivindicação com iniciativa da representante do Conselho Municipal de Saúde de São Luiz Gonzaga, Ana Clara Brum de Barros, que também é ex-paciente do Cacon e ex-secretária da Saúde do município, sobre a necessidade dos pacientes de se deslocarem até o município de Ijuí para a retirada dos medicamentos no hospital, foi atendida. Conforme Ana Clara, a decisão foi revertida e ajustes e adaptações estão sendo realizadas para que estes medicamentos voltem a ser distribuídos através das secretarias de Saúde dos municípios, que ao todo somam uma população de mais de 1,5 milhões de habitantes.

SITUAÇÃO REVERTIDA
Estes medicamentos integram o tratamento complementar do câncer, no qual os pacientes precisam fazer o uso da medicação durante o período de 10 anos para, assim, evitar um indesejável retorno da doença. Por decisão do Cacon, em função de que muitos medicamentos acabavam se perdendo no processo, estes passaram a ser distribuídos somente no hospital em Ijuí, fazendo com que os pacientes de deslocassem pelo menos uma vez por mês para Ijuí com transporte da prefeitura. No caso de São Luiz Gonzaga, Ana Clara relata que o ônibus sai do município na madrugada, e só retorna depois que é realizado o último atendimento, por volta das 21h. Assim, o paciente, que já sofre ou sofreu com a doença, ainda precisa passar pelo sacrifício da viagem. Dessa forma, a situação foi revertida, e os medicamentos passarão a ser disponibilizados nos próprios municípios, num prazo de aproximadamente um mês, conforme Ana Clara.

AGRADECIMENTOS
Ela ressalta que “o momento é de agradecimento a todos que apoiaram a causa”. Destaca ainda o apoio do Sindicato dos Comerciários e do diretor do Departamento de Assistência Hospitalar e Ambulatorial do Governo do Estado, Alexandre Paulo Britto e do médico Fábio Franke, coordenador do Cacon para a resolução da situação.