Paralisação da obra do Aeroporto preocupa direção do Hospital Santo Ângelo

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Direção do hospital se reuniu com a Câmara de Dirigentes Lojistas

A paralisação da obra do Aeroporto Regional de Santo Ângelo está preocupando a direção do Hospital Santo Ângelo. Ontem (6), o provedor Bruno Hesse, o diretor administrativo Fernando Branco e o diretor técnico Edison Vargas estiveram reunidos com o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Wilson Pippi Junior, e com o vice Henrique Weinert para tratar desse assunto. Também participaram do encontro o assessor administrativo do HSA, Fermino Zucoloto Batista, e a enfermeira Neida Faganello.

O provedor Bruno Hesse apresentou ao presidente da CDL uma série de preocupações que a casa de saúde tem em relação à não retomada da obra de recuperação do aeroporto. “Nossa instituição está ampliando seus serviços. Tem o projeto de um novo hospital e estamos atendendo pacientes de todo o Rio Grande do Sul, pela rede estadual de atendimento. Há situações em que apenas o transporte aéreo possibilita um rápido atendimento a pacientes nos casos de urgência. Precisamos resolver esse impasse. O funcionamento do aeroporto será fundamental”, diz.

TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS
Já o diretor administrativo Fernando Branco lembrou um caso em que havia uma doadora de órgãos que faleceu no HSA. “Os órgãos estavam disponíveis para a doação e consequentemente para o transplante. No entanto, não puderam ser retirados porque o Aeroporto de Santo Ângelo estava fechado e os aeroportos da região não puderam receber a equipe de transplante de Porto Alegre, pois essas pistas não possibilitam pouso noturno. O Hospital Santo Ângelo faz a captação de órgãos para transplante e tem serviços fundamentais como UTI Neonatal, Gestante de Alto Risco, Cirurgia Bariátrica e Neurológica, e alta complexidade em Traumatologia. Esses serviços atendem pacientes de todo o Estado. Há casos em que apenas o transporte aéreo possibilita o atendimento rápido e, dessa forma, salva vidas”, observa.

Já o diretor técnico do HSA lembra o caso de uma gestante de Pelotas que tinha uma gravidez de alto risco e conseguiu leito apenas em Santo Ângelo. “A gestante veio de avião até o Aeroporto de Ijuí e teve de ser trazida a Santo Ângelo de ambulância. Todo esse transtorno poderia ser resolvido se o Aeroporto Regional de Santo Ângelo estivesse em funcionamento. As lideranças locais e regionais precisam estar atentas a essa questão”, frisa o médico Edison Vargas.