Páscoa em meio a pandemia de coronavírus terá redução do volume de vendas

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Supermercadistas apostam em promoções. Enquanto lojistas nas encomedas e tele-entregas . Fotos: Daniele Angnes/JM

A Páscoa neste ano não será igual às outras. A pandemia de coronavírus mudou o cenário das comemorações para o período. Dias de reencontros (presenciais) com a família serão raros – isso porque a orientação das autoridades sanitárias é evitar aglomerações, o que consequentemente evita a transmissão do vírus. Conforme projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), as vendas do comércio varejista deverão cair 31,6% este ano, na comparação com a Semana Santa de 2019

Com este quadro, quem também sente a retração do mercado é o comércio, principalmente o de alimentos, doces e bebidas (tradicionais nas festas). Vera Walker e Silvane Walker, sócias de uma das franquias de chocolates mais conhecidas do país (a Cacau Show), dizem que em comparação aos outros anos as vendas estão muito lentas. “50% de atraso devido a pandemia, pelo fato da loja estar quase que totalmente fechada e pelo fato das pessoas estarem no isolamento”, detalha Vera.

Para driblar o prejuízo e não deixar passar uma das melhores datas sem vendas, elas adotaram o serviço de delivery (tele-entrega). “Estamos acompanhando todo esse processo da pandemia e também atendendo pessoas que entravam em contato conosco através do telefone, seguindo as exigências da vigilância, entregávamos o produto na porta da loja”, detalha Silvane. “Espero que esse momento passe e comércio retome seu crescimento”, completa Vera.

Supermercados 

Nos supermercados, que normalmente registram um grande movimento nesta data, as vendas devem registrar uma venda menor – cerca de 10% em comparação ao ano anterior. Ivanilso Cassol (foto), proprietário da Fruteira São Luiz, mesmo com lojas, que comercializam produtos semelhantes nesta época, fechadas, haverá redução nas vendas.

“Isso pode ser explicado pelo fato de que as pessoas que ficaram sem trabalho, consequentemente ficam sem renda. Então, automaticamente vai ter menos compra. Acredito que muito do supérfluo vai ter menos venda”, avalia.

Entre os produtos estão os chocolates, ovos de páscoa – mesmo que esses tenham baixado 25%. “Hoje eles estão praticamente a preço de custo, o que acredito que possa alavancar as vendas, mas, mesmo assim, não vejo que será Páscoa como nos outros anos”, acrescenta.

Uma das alternativas encontradas são as ofertas. “Nesse momento não podemos pensar em aumentar os preços e ganhar mais. Pelo contrário, temos de fazer ofertas, independentemente do resultado. Temos de olhar a sociedade como um todo”, reforça Cassol.

Medidas restritivas

Atendendo as orientações dos governos municipal e estadual, os supermercados de Santo Ângelo tem restringido o acesso ao interior das lojas. Ação busca evitar a aglomeração de pessoas e possível transmissão de coronavírus.

Para quem tem de ir até o mercado, a sugestão é que vá apenas um membro da família. “Pedimos aos clientes que tenham essa compreensão. Porque onde entra três pessoas (de uma mesma família), automaticamente temos de deixar outras lá fora”, argumenta. “Então, nesse momento, até passarmos esse período crítico, pedimos que evitem sair todos juntos”, pondera Ivanilso Cassol.

Idosos, que fazem parte do grupo de risco, tem horário especial e exclusivo de atendimento (este normalmente no início da manhã).

Cassol dia, ainda que supermercado não corre o risco de ficar desabastecido.

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