Patrulha Canina: um reforço na segurança

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Cães policiais auxiliam no trabalho diário e nas missões do 7º Regimento de Polícia Montada

O trabalho do 7º Regimento de Polícia Montada (7º RPMon) vem sendo reforçado com a atuação de policiais “diferenciados”. Trata-se de Gucce, Bruce e Swicthe, este último em “fase de testes”. Os três policiais são os cães que integram a Patrulha Canina da Brigada Militar. “Para se ter uma noção de eficiência, somente em junho, o trabalho da Patrulha Canina resultou em quatro prisões”, afirma o capitão do 7º RPMon, Régis Copetti.

O 7º RPMon possui o canil desde o ano de 2007. Porém, foi em 2011 que os investimentos mais pesados no espaço foram feitos na questão relacionada a estrutura. Atualmente o canil tem um espaço separado, com cinco boxes para os cães, uma maternidade (se algum dia o órgão optar pela reprodução de algum cão), uma estrutura administrativa e todo um espaço adequado para o treinamento dos cães.

“De lá pra cá a estrutura só foi se aprimorando quanto a técnicas e resultados. Temos hoje um canil bastante atuante e que traz muitos resultados positivos para as ações da Brigada Militar”, ressalta Copetti.

Atualmente o canil tem dois cães em condições de emprego. Um deles é o cão Gucce, da raça pastor alemão, com sete anos. Ele atua tanto nas ações de patrulhamento do dia a dia, como também nas ações de choque (quando a tropa do Pelotão de Operações Especiais atua em uma situação de distúrbio civil, como, por exemplo, em uma revista no presídio ou reintegrações de posse). Gucce é um cão treinado para atuar nesse tipo de situação juntamente dos homens da tropa de choque.

O segundo é o cão Bruce, um pastor belga de Malinoá que tem quatro anos. Ele faz a função de patrulha, que é o policiamento do dia a dia, além de atuar em ações de faro (busca por entorpecentes).

O “time” poderá contar com um novo componente. Swicthe é um cão jovem, com 11 meses, da raça labrador, que está em fase de testes. “Até agora os resultados têm sido altamente positivos. Dois policiais cinotécnicos que atuam nessa parte do canil estão o testando e se concluirmos que ele tem condições de ser um bom cão de faro ele vai passar a ser um cão policial”, explica o capitão do 7º RPMon.

Atualmente o canil conta com dois policiais cinotécnicos, Rômulo e Nascimento, que são profissionais que tem a qualificação necessária para esse tipo de trabalho. São preparados e possuem uma bagagem de cursos que os qualificam para desempenhar esse serviço.

O canil atua de duas formas: a forma ordinária (dia a dia) e a extraordinária (situações inesperadas que acontecem. Quando surge uma missão, por exemplo). Na primeira, a equipe, formada por três componentes (dois homens e um cão) atua em patrulhamento na cidade, realizando ações preventivas e atendendo ocorrências. Para isso, uma viatura específica do canil é utilizada, que é adaptada. Em algumas situações, quando recebe a ordem, o cão pode inclusive fazer o enfrentamento ao suspeito sem que os policiais precisem sair da viatura. Os cães Gucce e Bruce atuam neste patrulhamento diário, de forma revezada (cada dia um deles realiza o patrulhamento).

A atuação de forma extraordinária dos cães ocorre quando a Brigada Militar é demandada para cumprir missões (revista no presídio, reintegração de posse, jogos de futebol, manifestações, entre outras). Na semana passada, por exemplo, a Patrulha Canina atuou em São Luiz Gonzaga, no qual o cão fez o faro em veículo abordado. Também extraordinariamente a Patrulha Canina apoia outros órgãos de segurança da região, como o Exército Brasileiro (atuou nas operações Ágata e Fronteira Sul), Polícia Federal, Polícia Civil, e principalmente em outras unidades da Brigada Militar da região, que não têm canil.
 
TREINAMENTOS
Todos os dias os cães passam por treinamentos de faro e de ataque e proteção, realizados pelos policiais cinotécnicos, que também são responsáveis por todo o tipo de cuidado com os animais, como lazer e higiene.

São algumas das ações policiais em que os cães trabalham a imobilização de suspeitos; atacar criminosos; reconhecer, pelo faro, drogas e explosivos; e localizar pessoas desaparecidas.
Quanto às atividades relacionadas ao treinamento do faro, os cinotécnicos destacam e desmistificam o que muitos pensam. “O cão não é ‘viciado’, o que ocorre é que os objetos utilizados para o seu treinamento são odorizados, sendo que o animal não têm contato com a droga”, explica o policial Rômulo, completando que um cão adulto pode diferenciar 250 milhões de odores e gravar sete tipos de odores diferentes.

Segundo o policial Nascimento, “os treinamentos feitos com os cães buscam estar o mais próximo da realidade, sendo realizadas simulações com vários tipos de situações (de ataque e imobilização, quando o criminoso faz o uso de armas de fogo ou facas).

Os cães em emprego podem atuar entre oito e dez anos, para então poderem se aposentar.