Patrulha Maria da Penha completa um mês de trabalho com 25 acompanhamentos

0
102

Com pouco mais de um mês de atuação, Patrulha passou de 41 acompanhamentos para 25

Com objetivo de fiscalizar as medidas protetivas de urgência deferidas pelo Judiciário, solicitadas pelas vítimas de violência doméstica, a Patrulha Maria da Penha foi instalada no município no dia 8 de março, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher.

Completando pouco mais de um mês de trabalho, a coordenadora da Patrulha Maria da Penha, sargento Márcia Ruchel destaca que o trabalho é pioneiro na região e um desafio que vem sendo aprimorado. “Já no primeiro mês de atuação, foram acompanhadas 41 vítimas de violência, desse total, 16 já tiveram o acompanhamento encerrado seja pelo fato de terem retornado ao convívio com o companheiro, ou pelo agressor estar preso. Houve ainda duas recusas no atendimento”, esclarece. Dos acompanhamentos encerrados, apenas uma efetuou novo registro, ou seja, uma reincidência, no entanto, devido a novo pedido de medida protetiva precisou voltar a ser acompanhada pela Patrulha. Atualmente são 25 medidas fiscalizadas.

As vítimas, conforme a coordenadora, também ressaltam a importância do trabalho. Segundo relatos dos próprios soldados que realizam a fiscalização, as vítimas relatam sentir-se protegidas. “Elas dizem saber que vão receber nossa visita e que estamos em patrulhamento constante nas imediações e que se sofrerem ameaças dos agressores, estes podem ser presos”, relata.

FUNCIONAMENTO
No momento da fiscalização, se a vítima relatar que está sofrendo ameaças ou que o agressor descumpriu as determinações constantes na medida protetiva que podem ser desde o afastamento do lar, distância mínima da vítima, proibição de frequentar determinados locais entre outras, os patrulheiros confeccionam uma certidão de vulnerabilidade e encaminham a Delegacia de Atendimento a Mulher (Deam) onde a delegada poderá solicitar a prisão preventiva do agressor. “Cabe ressaltar ainda que a Deam e o Departamento da Mulher estão em contato diário com a Patrulha Maria da Penha, desta forma trocando informações e consolidando a Rede de Apoio às vítimas”, frisa a coordenadora, sargento Márcia Ruchel.

Essa fiscalização se dá através de visitas às residências das vítimas ou locais indicados por elas, caso tenham mudado de domicílio. Completando o primeiro mês de trabalho, um dos sargentos integrantes da patrulha, destaca que “a presença da Patrulha Maria da Penha em acompanhamento diário também traz impacto na questão de segurança em geral, além da vítima a comunidade do local que percebe nitidamente as ações da patrulha”.

ATENDIMENTO DAS OCORRÊNCIAS
As ocorrências Maria da Penha podem ser atendidas por qualquer guarnição e não apenas pela Patrulha Maria da Penha. A sargento destaca “que está consolidada mais esta ação de policiamento por parte do 7º RPMon, inovando e se fazendo presente nos lares santo-angelenses, enfrentando de uma forma diferenciada e mais eficaz a violência contra a mulher”.