Pesquisa da Cnec/Iesa apresenta elevação de 16,90% nos laticínios no acumulado do ano

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Na pesquisa anterior, 55 produtos eram adquiridos por R$ 699,59, agora cesta básica custa R$ 707,00

 Conforme pesquisa realizada pela Cnec/Iesa, pelo professor Alexandre Novicki e o acadêmico bolsista Diogo Kornowski, a primeira quinzena de dezembro apresenta uma elevação de 1,06% no valor médio dos produtos que compõem a cesta básica de Santo Ângelo. Em comparação com o estudo da quinzena anterior, os 55 produtos que eram adquiridos por R$ 699,59, somam nesta quinzena R$ 707,00. A figura apresenta a variação quinzenal do valor dos 55 produtos pesquisados em Santo Ângelo, que no acumulado do ano apontam uma inflação de 6,72%. 

As carnes e derivados que representam a maior parcela do gasto com a cesta básica apresentaram nesta última quinzena um aumento de 3,01%. O presunto e o ovo que apresentaram na última quinzena os maiores aumentos na categoria das carnes e derivados continuam demostrando as maiores elevações, com aumentos de 13,13% e 8,06%, respectivamente. No acumulado do ano, as carnes e derivados apresentam uma inflação de 6,94%. 
Os laticínios apresentam nessa quinzena um aumento médio de 8,68%, com o queijo apresentando o maior aumento entre todos os produtos pesquisados. O queijo, encontrado na última quinzena de novembro a um preço médio de R$ 24,69, apresenta nesta quinzena um aumento de 20,31%, passando a R$ 29,70 o quilo. No acumulado, os laticínios apresentam elevação de 16,90%. 
Os gastos com grãos, cereais e farináceos, apresentaram nessa quinzena uma redução de 2,17%, com a massa com ovos apresentando redução de 14,50% e o feijão de 5,42%. Dos produtos que compõem os condimentos, açúcares e gorduras, a elevação foi de 0,49%, com o maior aumento verificado no preço da margarina, com elevação de 10,67% e a maior redução no preço do extrato de tomate. 
Nesta quinzena, os hortifrutigranjeiros apresentaram elevação de 0,12%, com o repolho verde (+18,35%) e a banana caturra (+14,97%) apresentando os maiores aumentos, enquanto que a batata (-21,37%) e a cebola (-21,01%) têm as maiores reduções. A categoria dos hortifrutigranjeiros é a única a apresentar redução no acumulado do ano, com deflação de 14,17%. 
Nos produtos de Higiene Pessoal, os gastos somam R$ 74,25 ou 10,50% do total da cesta básica enquanto que os produtos de limpeza somam R$ 56,76 ou 8,03% do total da cesta. 
 
CESTA BÁSICA  ECONÔMICA
A partir de outubro, apresentamos, além do estudo dos preços médios dos 55 produtos que compõem as necessidades básicas de uma família, um estudo paralelo, que compreende 13 produtos, que segundo o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) seriam suficientes para um adulto sobreviver enquanto mão de obra por um período de 30 dias. Esses 13 produtos serão denominados de cesta básica econômica e em função do seu valor determinamos o número de horas trabalhadas por um trabalhador que receba um salário mínimo para adquirir a cesta básica econômica. A tabela 2 apresenta os produtos e quantidades que compõem a cesta básica econômica.
Segundo o valor da cesta básica econômica, e do salário mínimo, nessa quinzena são necessárias 111 horas de trabalho mensal para adquirir os 13 produtos. 
 
COMO FUNCIONA
O boletim a seguir apresenta os valores de 55 produtos divididos em carne e derivados, laticínios, grãos, cereais, farináceos, condimentos, açúcares, gorduras, hortifrutigranjeiros, higiene pessoal e limpeza que compõem a cesta básica e pesquisados nos estabelecimentos comerciais no município de Santo Ângelo – RS.
Este boletim é um informativo quinzenal que visa a pesquisa e análise dos preços dos produtos que compõem a cesta básica. O estudo envolve a possibilidade de discussão dos dados, inserção de uma base para coleta de dados, estudo, análise e divulgação dos dados obtidos. 
A pesquisa é realizada ininterruptamente entre os dias 10 a 15 e de 25 a 30 de cada mês em quatro supermercados da cidade de Santo Ângelo, escolhidos pelo grande fluxo de consumidores. Por questão de sigilo, os estabelecimentos são identificados como A, B, C e D, de modo que a comparação entre valores de estabelecimentos comerciais diferentes não é objetivo do estudo. 
Para a determinação do preço unitário e preço médio dos componentes da cesta básica, o pesquisador analisa o preço, tomando várias marcas de um determinado produto retiradas nas gôndolas. Em cada estabelecimento é calculada a média aritmética dos preços encontrados e, posteriormente a média aritmética entre os supermercados na data de levantamento. Quando um determinado produto não é encontrado em determinado estabelecimento, o valor médio é determinado com base nos preços encontrados nos demais supermercados. 
Como a pesquisa apresenta o preço médio do produto, é possível encontrar preços acima e abaixo dos valores apresentados. A diferença entre os valores encontrados é explicada por diferenças em marcas e qualidade de produtos, visões e estratégias de formação de preços diferentes em cada estabelecimento, além de eventuais promoções encontradas nos períodos de pesquisa.