Piora condição da estrada que liga a ERS-218 à comunidade Santa Rita

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Trecho inicial, próximo à rodovia estadual, é o mais prejudicado

A estrada que liga a ERS-218 à comunidade Santa Rita, interior de Santo Ângelo, está em piores condições do que as constatadas pela reportagem do Jornal das Missões em outubro do ano passado. À época, moradores reivindicavam a recuperação de trechos da via em virtude, principalmente, da aproximação da colheita do trigo. Na manhã de ontem (16), novamente um morador da região entrou em contato com a Redação do JM e afirmou que a estrada está “intransitável”.

O coordenador da Secretaria dos Transportes, Paulo Sérgio Santos e Silva, informou que a secretaria trabalha no local desde terça-feira, porém, devido às condições climáticas e questões legais, não há previsão de quando a estrada terá plenas condições de trafegabilidade.

“A estrada está intransitável, os carros vêm até aquele ponto e fazem a volta. Hoje (sexta-feira, dia 16) eram 9h e um filho teve que rebocar de trator o carro do pai até o asfalto. Aqueles barros lá da Transamazônica ficam pequenos perto disso”, argumentou Luiz Ayrton Garcia Camera, que utiliza diariamente a estrada e é morador da localidade de Olhos D’Água, que fica situada no caminho entre a comunidade Santa Rita e a ERS-218.

Em outubro, moradores reivindicavam o encascalhamento de alguns trechos, alegando que, em dias chuvosos, os primeiros sete quilômetros da via, no sentido ERS-218/Santa Rita, ficavam bastante perigosos de trafegar. Agora, além da chuva, segundo os moradores, uma barragem estaria colaborando com a degradação da estrada.

“E não é por causa da chuvarada. Isso é por causa de uma barragem, que está trazendo um risco muito grande para os moradores das proximidades da ERS-218. A água está minando a taipa e está causando o dano na estrada. Ninguém passa ali”, denunciou Camera.

Na tarde de ontem, a reportagem do Jornal das Missões percorreu o trecho até onde as condições da estrada permitiram e pôde constatar que existe água corrente nas laterais da via, prejudicando a trafegabilidade. “Em julho do ano passado chovia muito, mas dava para passar. Agora, com a barragem, está ocorrendo este dano na estrada”, disse Luiz Ayrton Garcia Camera.

O QUE DIZ A SECRETARIA DOS TRANSPORTES
O coordenador da Secretaria dos Transportes Paulo Sérgio Santos e Silva explica que todos os meses, na secretaria, é feito um relatório com as estradas recuperadas e também com o cronograma de trabalhos a serem realizados, mas que, devido à constante incidência de chuvas, as melhorias são feitas de acordo com as necessidades mais urgentes.

“Na verdade, no momento, não tem cronograma. Estamos atacando as estradas em piores condições, pois não conseguimos trabalhar com chuva. Num dia que nem hoje (sexta-feira, dia 16), se tu vai lá e patrola, fica pior, frouxa a terra e vira em barro. De um mês e meio para cá, choveu quase todos os dias”, mencionou Paulo, destacando que nos últimos dias os trabalhos se concentraram na estrada velha que liga Santo Ângelo a Giruá, na Colônia Municipal e na localidade de Ilha Grande.

Sobre as condições da estrada que liga a comunidade Santa Rita e a ERS-218, o coordenador disse que o serviço de recuperação já foi iniciado, mas que as condições climáticas não ajudam. “Estamos trabalhando desde terça-feira e não tem previsão de concluir. Devido às chuvas, vira barro. O que dificulta ainda mais é que um agricultor fez uma barragem. Ela é ligada à estrada. Se tivesse espaço, poderíamos fazer uma vala, mas a chuva não nos permite nem entrar. Na terça colocamos duas cargas de cascalho”, disse.

BARRAGEM
O coordenador da Secretaria dos Transportes explicou que uma barragem foi construída em uma propriedade rural às margens da via, em um nível mais alto que a estrada, e, com as chuvas, a água escorre para o trecho.

“Com as chuvas, enchendo a barragem, aumenta a força da água, criando uma vertente. O Demam (Departamento Municipal de Meio Ambiente) não tinha dado autorização para eles, e a Fepam (Fundação Estadual de Proteção Ambiental) forneceu o laudo técnico. Só que é em um nível mais alto e rente à estrada. Agora de tarde (sexta-feira, dia 16), colocamos duas cargas de cascalho e sumiu no barro. Teremos que mexer em um taquaral, mas antes temos que pedir autorização para o Demam”, esclareceu Paulo.

Por causa destas autorizações, o coordenador não pôde precisar quando a estrada terá melhores condições. “Não tem uma previsão de concluir devido a esse problema da barragem largar água na estrada. A água está vindo por baixo também e vazou na estrada, aí desce uns 300 metros pela via. Não conseguimos estancar, nem subir com as máquinas, devido ao barro. A Fepam está agindo, mas, para podermos mexer na mata, precisamos de autorização. Teremos que fazer um dreno de 300 metros aproximadamente. É complicado, teremos que derrubar o taquaral e algumas árvores”, explicou.