Plantio de trigo alcançou 80% da área total em Santo Ângelo

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Processo está dentro do período previsto, apesar da umidade e chuvas recentes

Dos 17.500 hectares de trigo que serão cultivados em Santo Ângelo, o município alcançou 80% do plantio, indica estimativa do escritório municipal da Emater. Mas o número poderia ser ainda maior se as condições climáticas, marcadas por chuva e umidade nos últimos dias, favorecessem. Mesmo assim, os produtores estão dentro do período previsto pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático, um estudo do Ministério da Agricultura, que indica que para Santo Ângelo a melhor época para o plantio é entre 21 de maio e 10 de julho.

“Nossa expectativa é de que as condições climáticas melhorem, com tempo seco e luz solar. Se elas continuarem como estão hoje, poderemos ter problemas, com a conclusão do plantio fora da época recomendada. Mas, como estamos próximos da conclusão, acredito que terminaremos a tempo”, diz o chefe do escritório municipal da Emater, o engenheiro agrônomo Álvaro Uggeri Rodrigues. A área total de 17.500 hectares é 7,3% maior que a da safra anterior. Em 2014, trabalha-se, em Santo Ângelo, com uma expectativa de produtividade de 45 sacas por hectare.

PLANTIO ENTRE OS DIAS 12 E 22
O produtor rural Fábio Cristiano Cassel, 27 anos, relata que, apesar das chuvas e da umidade registradas recentemente, já foi possível concluir o plantio na propriedade onde reside. Ele e seu pai, Nardeli Gebert Cassel, têm uma propriedade de 125 hectares no distrito de Atafona, entre áreas próprias e arrendadas – a família também cria suínos, vacas leiteiras e peixes. Em uma casa, residem Nardeli e a mãe de Fábio, Ana Maria, e, noutra, Fábio e a esposa, Francieli.

Fábio conta que ele e o pai fizeram o plantio entre os dias 12 e 22. Neste ano, na propriedade, foram plantados 90 hectares de trigo. “O clima não chegou a trazer prejuízos ao plantio, apenas um atraso. Geralmente, plantamos até o dia 12. No ano passado, quando o tempo contribuiu, mais seco, conseguimos plantar entre 5 e 12 de junho”, lembra ele, que é formado em administração pelo CNEC/Iesa. “Aqui nesta região, a maioria dos produtores já conseguiu concluir.”

Em 2013, haviam sido plantados 70 hectares – a diferença se deu, segundo Fábio, pela maior quantidade de terras arrendadas. No ano passado, a família fechou a safra com uma média de 48 sacas por hectare e, para a próxima colheita, a expectativa é de manter o número ou obter uma média levemente superior.