Policiais federais dão continuidade a protestos em todo o País a favor de melhorias à classe

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Nesta terça-feira (11), policiais federais de todo o País darão continuidade a protestos em frente às unidades da Polícia Federal e, no Dia Mundial do Enfermo, cruzes vermelhas serão empunhadas como “um pedido de socorro a uma PF doente”, diz o Sindicato dos Policiais Federais (Sinpef).

Em vários locais, os agentes também vão encenar a Polícia Federal doente, numa maca de hospital, com balão de oxigênio e soros, “simbolizando a deplorável situação do órgão federal”, que na visão do sindicato estaria sofrendo, nos últimos anos, um boicote oficial do governo Dilma Roussef, algo que é considerado pelos servidores uma espécie de castigo “pelas operações anticorrupção que incomodaram o governo, a exemplo do mensalão”.

CONGELAMENTO SALARIAL
Os policiais federais dos cargos de agente, escrivão e papiloscopista reclamam que são os únicos servidores da história do Brasil que já sofreram sete anos de congelamento salarial, e até hoje não conseguiram o reconhecimento legal de suas atribuições, que aplicam seus conhecimentos acadêmicos exigidos em concurso público.

QUEDA DA PRODUTIVIDADE
Os policiais denunciam que a queda de produtividade no órgão tem sido maquiada através da divulgação de estatísticas de inquéritos instaurados.

Os agentes explicam que o inquérito significa apenas um procedimento burocrático, que não acontece sem o trabalho desenvolvido, durante as operações, pelos policiais investigadores, que produzem as provas e possibilitam o indiciamento que aponta o suspeito do crime.

INDICIAMENTOS
Os agentes federais revelam ainda que houve, nos últimos tempos, uma queda de 86% no número de indiciamentos efetuados pela Polícia Federal no que se refere aos crimes de colarinho-branco, nas diversas formas de corrupção praticadas no Brasil.

DADOS DO MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO
Os policiais ainda revelam dados apresentados pelo Ministério do Planejamento que apontariam que 230 agentes federais abandonam anualmente a Polícia Federal, em virtude do sucateamento que estaria ocorrendo devido às ações do governo, assim como do congelamento salarial da categoria nos últimos anos.