População se une por maior segurança nos trevos de acesso de Santo Ângelo

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Manifestação na ERS-344 bloqueou a rodovia por aproximadamente 40 minutos

Foi a primeira, mas não será a última, garantem os organizadores. Encabeçada pela Câmara de Vereadores e reunindo em torno de 200 pessoas, uma manifestação no trevo de acesso ao Parque da Fenamilho, na ERS-344, em Santo Ângelo, hoje (2) pela manhã, bloqueou a rodovia por aproximadamente 40 minutos e buscou chamar a atenção de forma mais contundente para a importância, segundo os participantes, de modificações neste e em outros trevos dentro do perímetro da cidade para a diminuição do número de acidentes. No último caso mais grave registrado no local, na noite de 16 de novembro, duas mulheres morreram e outras duas ficaram feridas, numa colisão entre dois veículos.

Na manifestação, o trânsito foi controlado pela Polícia Rodoviária Estadual e estiveram presentes lideranças, entidades e comunidade em geral. O presidente do Legislativo, vereador Jacques Barbosa (PDT), afirmou que, depois de diversas audiências de lideranças políticas com o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) e representantes do governo do Estado, chegou o momento de “tomar uma atitude mais radical”, como disse. “A gente já vem há muitos anos insistindo nessa situação, e os acidentes continuam acontecendo. E não é apenas em relação ao trevo da Fenamilho, mas também aos trevos de acesso ao Distrito Buriti e na ERS-218. Se a gente não tomar uma atitude de imediato, outras pessoas vão acabar perdendo a vida”, avaliou. Como alternativas, ele defende a ideia de que se transforme o trevo numa rotatória ou sejam instaladas lombadas eletrônicas, visando controlar a velocidade dos veículos. “Já tentamos inúmeros ofícios, papéis, audiências, de uma questão que não é financeira. Os trevos de Santo Ângelo não dependem de questões financeiras; eles dependem de atitudes”, enfatizou.

Proponente da mobilização, o vereador André Marques (SDD) também justificou que “não dava mais para esperar”. “Não dá mais para aguentar, não podemos mais ficar de braços cruzados esperando que mais acidentes e mais mortes aconteçam aqui e em outros trevos. Essa manifestação é um marco histórico da nossa cidade; estamos realizando uma mobilização já cansados de fazer os trâmites burocráticos”, declarou. O senhor Guilherme Schmidt, 62 anos, que perdeu seu pai, Ervino, em 1977, após seis meses em coma depois de um atropelamento no trevo, foi outro a se pronunciar. “Se for preciso voltarmos aqui, voltaremos dez, 15, 20 vezes, ou cem, ou mil vezes, porque em algum momento alguém vai escutar a nossa voz”, refletiu ele, que acredita que seu pai tenha sido a primeira vítima a morrer em decorrência de um acidente no trevo.

O prefeito Valdir Andres ressaltou que serão feitas manifestações “até que o governo se dê conta de que é preciso parar com essa mortandade”. Ele disse que, só neste ano, foram quatro oportunidades em que houve reivindicações feitas diretamente ao Daer. “Se não houver nada, se não acontecerem obras em 30 dias, nós novamente aqui estaremos, e aí sim, podem ter certeza, nós vamos parar a cidade e fazer uma manifestação maior e de maior duração”, garantiu em seu pronunciamento.