Prefeitura fecha Casa do Papeleiro

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Chapas e recicladoras da Casa do Papeleiro, localizada na esquina das ruas Florêncio de Abreu e Tiradentes, começaram a se retirar do local nesta quinta-feira (21) a pedido da administração municipal.

As papeleiras Francisca Tereza Rodrigues Chaves, moradora do Bairro Haller, e Edite de Lima, moradora do Bairro João Goulart, são duas das 15 trabalhadoras que demonstraram indignação pela determinação da Secretaria Municipal de Assistência Social, Trabalho e Cidadania, que mantinha as despesas de aluguel, luz e água do prédio. “Há seis anos sou papeleira e tenho família para sustentar. Agora quem vai me pagar o salário mínimo que recebia todo mês aqui?”, indaga Francisca.

Edite de Lima diz que não sabe o que irá fazer a partir de agora. “Não quero sair daqui. É a única forma que tenho para conseguir dinheiro e alimentar o meu filho”, desabafa.
O representante dos chapas (profissional autônomo que é contratado pelo motorista de caminhão para fazer o carregamento ou descarregamento da carga), Paulo Roberto Ribeiro da Silva, disse que a ideia da administração é unir esses profissionais à Associação de Reciclagem Ecos do Verde. “Mas para nós e as papeleiras é inviável porque ficaremos distante das lojas que fornecem os papelões e as cargas para carregarmos e descarregarmos”, frisa.

O proprietário do prédio, Egídio Giordani, se oferece para negociar um aluguel mais barato para garantir a continuidade do projeto. “Se o problema é a economicidade eu posso negociar com o prefeito”, falou.

A Casa do Papeleiro existe desde o governo do prefeito José Lima Gonçalves. A reportagem não conseguiu falar com a secretária de Ação Social, Genelúcia Dalpiaz, que está em Porto Alegre, e nem com o prefeito Andres (que informou através do assessor Michael Bueno que a gestão da Casa é de responsabilidade da Ação Social).