Problema com energia elétrica gera debate entre Legislativo e RGE

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O tema principal da audiência foi a inexistência de energia suficiente em agroindústrias

A falta de energia elétrica em agroindústrias do interior de Santo Ângelo vem trazendo prejuízo para produtores e motivou a realização de uma reunião ocorrida nesta semana, na segunda-feira dia 16, no Poder Legislativo Municipal.
O tema principal da audiência foi a inexistência de energia suficiente para que as sedes das agroindústrias das comunidades de Buriti e Ilha Grande tenham suas atividades iniciadas.
De acordo com Líria Fonseca, produtora rural e integrante da Associação de Produtores de Melão de Ilha Grande (Apmig), na localidade não há energia suficiente para sustentar o crescimento da agroindústria. “Não temos energia e com isso não temos crescimento, não temos desenvolvimento e não conseguimos melhorar a rentabilidade. Trabalhamos muito com câmaras de refrigeração para conservar frutas que produzimos e também que transformamos em chimia e geleia, só que a energia que temos não garante o funcionamento dessa refrigeração que necessita de uma rede trifásica. Sem essa conservação, nossos produtos duram menos e rendem menos”, lamenta a produtora. Ela relata ainda que, por exemplo, “se ligamos a ordenhadeira e o chuveiro ao menos tempo, a rede de energia cai”.

REUNIÃO
DE TRABALHO
O Presidente da Casa Legislativa, Pedro Waszkiewicz, assim como os vereadores Diomar Formenton, Dionísio Faganello, Everaldo de Oliveira, Gilberto Corazza, Jacques Barbosa, José Martins, Paulo Azeredo, Osvaldir Ribeiro de Souza e Zilá Andres estiveram reunidos com o Executivo de Relacionamento da RGE, Rafael Lugoch a fim de buscar soluções para os problemas com energia.
Ainda no mês de setembro, a Câmara de Vereadores aprovou, por unanimidade, requerimento solicitando providências urgentes. Como o problema não foi solucionado, os edis cobraram, desta vez pessoalmente, uma ação rápida e eficiente por parte da RGE. Conforme destacaram os vereadores, cerca de 35 famílias estão sendo prejudicadas, tendo em vista que as comunidades já possuem toda a estrutura para o pleno funcionamento das atividades, faltando, apenas, energia elétrica nas sedes de produção.

DEMANDAS DA
COMUNIDADE
Além do caso das agroindústrias, os edis apresentaram outras demandas da comunidade. Atrasos no processo de ligação de energia junto a residências e, ainda, transtornos enfrentados pela comunidade no momento de reivindicar soluções junto à empresa, também tiveram destaque durante a reunião.
Uma linha de comunicação direta e eficiente entre a comunidade e a empresa foi, igualmente, sugerida pelos parlamentares, que relataram reclamações de cidadãos que tentam utilizar o 0800 e não obtém sucesso.

RESPOSTA DA RGE
O Executivo de Relacionamento da RGE, Rafael Lugoch, assumiu o compromisso em atender as demandas. Explicou, também, que a prefeitura precisa encaminhar informações referentes às Agroindústrias e a carga necessária em cada uma delas, para que, assim, seja viabilizado o projeto de instalação de energia.