Produtividade de milho em Santo Ângelo é 33% superior a do ano passado

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A produção do milho convencional será de 7,2 mil quilos por hectare e do milho irrigado de 11,4 mil

 Na manhã de ontem, na agência do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de Santo Ângelo, ocorreu uma reunião da Comissão Municipal de Estatísticas Agropecuárias (Comea). O encontro iniciou às 8h30min e teve como pauta o acompanhamento da safra de verão 2016.
De acordo com o chefe da agência do IBGE de Santo Ângelo, Milton Paulo Justen Boelke, o acompanhamento de safra é realizado através do estudo de área e produtividade. “Os principais pontos avaliados foram as lavouras de milho e soja. São culturas de verão e nós fizemos uma avaliação do que está acontecendo. Verificamos que a área de milho foi mantida e a produtividade foi boa, além do esperado, em função das boas condições climáticas”, explica.

O MILHO
O milho grão produção convencional aumentou de 6 mil quilos por hectare para 7,2 mil nesta safra. “Estávamos inicialmente 6 mil quilos, que já era uma boa produtividade mas fomos surpreendidos positivamente. A produtividade aumentou de 100 sacas para 120 sacas por hectare. No ano passado a produtividade média do milho ficou em 6 mil quilos. Já o milho irrigado tínhamos a estimativa de 10 mil quilos por hectare e, em função das boas condições climáticas, aumentamos para 11,4 mil”, afirma Milton.
O milho irrigado já está 100% colhido e o milho convencional ainda aguarda a colheita para alguns produtores.
De acordo com Elvio Vicente Contri, engenheiro agrônomo e gerente técnico da Cotrisa, “a safra do ano passado teve uma produtividade média bem menor, neste ano chegamos a uma produtividade 33% maior do que a de 2015”.

SOJA
Previsão inicial era de safra da soja para 2016 era de 3 mil quilos por hectare e a expectativa está mantida pela Comea. “As condições climáticas estão normais. Mesmo que, temos algumas lavouras que tiveram problemas em função das altas temperaturas e também casos de replantio, provocando um maior custo na formação da lavoura”, explica Elvio.
A colheira da soja está em formação de grão. “Algumas lavouras já estão praticamente prontas mas ainda não iniciou a colheita. Esse processo deve iniciar a partir de 15 de março.”
No momento a cultura da soja está em 80% em enchimento de vagens e o restante da área em floração. “Observamos um excelente comportamento da cultura com relação ao clima. O controle de doenças está na terceira aplicação de fungicidas.” No município a produtividade média deve ser de 50 sacas por hectare, com boas perspectivas de preço e produção. Hoje, o valor estaria de R$ 70 por saca.

PRAGAS
A principal preocupação do produtor de soja no momento é com as pragas e doenças. A Comissão, durante a reunião, avaliou imprescindível que o produtor realize o manejo e acompanhamento técnico das lavouras.
“No momento o clima está extremamente favorável à cultura de soja. Os problemas estão relacionados com pragas e doenças. Hoje recomendamos ao produtor, visitar periódicas a cada dois dias em sua lavoura e que ele discuta junto a sua família e assistente técnico o melhor manejo, de acordo com a situação de sua lavoura, para se ter uma recomendação técnica e realizar o controle”, destaca o engenheiro da Cotrisa.

ALTO CUSTO
Segundo as discussões da Comissão, o custo de produção de cultura é o maior dos últimos 20 anos. “Hoje o custo da implantação lavoura está alto em função da alta do dólar. O custo dos insumos para a formação da lavoura é uma preocupação do produtor, já que é o mais alto dos últimos 20 anos. A margem de lucro do produtor é reduzida em função disso”, finaliza Elvio.