Produtor realiza técnica de enxerto em mudas de frutíferas

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Trabalho é utilizado na produção das plantas e para garantir melhor qualidade genética

A enxertia é uma técnica que une tecidos de duas plantas, geralmente de diferentes espécies. Para isso são utilizados o enxerto, também conhecido como garfo, e o porta-enxerto popular denominado cavalo. Na Viveiro GC, localizada no Sítio Casarin, no Bairro Aliança, próximo à estação de trem, essa técnica é muito empregada para produção de mudas de árvores frutíferas e flores com melhor qualidade genética.

A GC Viveiros, de propriedade de Luis Gomes e Cláudio Gilberto Megier, está no mercado há dois anos, sendo que apenas há um ano começou propriamente o processo de produção de mudas. Anualmente são produzidas cerca de 10 mil mudas de diferentes variedade de frutíferas como videiras (parreiras), pessegueiros, laranjeiras, ameixeiras, bergamotas, pereiras, jabuticabeiras, araçazeiros, macieiras, entre outras plantas. No local também são produzidas mudas de ornamentais como palmeiras para jardins, caneleiras e roseiras. As plantas matrizes e para porta-enxertos são cultivadas numa área de dois hectares, próximo ao viveiro. No local também é comercializado húmus produzidos em “minhocário”, localizado junto ao viveiro.

ENXERTO

Claúdio Mergier é quem faz o trabalho de enxertia nas plantas. Segundo ele, o processo é simples, mas exige muito cuidado. “Levamos dois anos para produzir o porta-enxerto e mais um ano para efetivar a enxertia. É um período em que é preciso estar atento à irrigação, que deve ser feita uma vez por dia, de preferência no final da tarde”, revela.
Mergier explica que são utilizadas duas técnicas para os enxertos. No caso de plantas que perdem as folhas no inverno, pode-se utilizar o método da borbulha, que utiliza a gema da planta para colocar em outra. Ela é transmitida diretamente no cavalo. Já as plantas que não derrubam folhas, como é o caso das espécies da família do citrus, a única alternativa é a garfagem com suas variações conforme a planta, pois cada espécie se adapta a um tipo.

O produtor observa que com um canivete se corta um pedaço da casca do enxerto, a borbulha. Faz-se outro corte de iguais dimensões no porta-enxerto para acolher a borbulha. Encaixa-se a borbulha no galho receptor de maneira bem delicada, com a gema virada para cima. Em seguida, se faz a amarração com um plástico para evitar a entrada de ar e água. A amarração deve ser feita a mais ou menos 20 cm do solo. É preciso tirar todos os brotos do cavalinho para ele não se sobrepor à enxertia

Já na técnica da garfagem o enxerto e o porta-enxerto precisam ser do mesmo diâmetro, porque o primeiro se encaixa no segundo. Corta-se o garfo (que é o enxerto) de maneira bem precisa, na forma de V, e ele é encaixado no porta-enxerto. Uma das desvantagens dessa técnica é que o porta-enxerto não pode ser muito velho. Com o garfo dentro do porta-enxerto, se amarra com uma espécie de corda. Deve-se cortar todos os galhos do porta-enxerto, deixando só dois ou três, para deixar o enxerto “respirar”, caso a técnica seja feita no campo.