Professores da região aderem a greve convocada pelo Cpers

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Escola Getúlio Vargas, de Santo Ângelo, encerrou o calendário nesta quarta-feira (8)

Nesta segunda-feira (18) muitas escolas do Estado amanheceram em greve – deliberada ainda na semana passada, quando o Governo Estadual entregou o projeto Reforma RS à Assembleia Legislativa. Na região de abrangência do 9º Núcleo do Cpers, 70% dos professores aderiram as paralisações neste início de semana.

Ainda, na tarde de ontem, na sede do Núcleo, professores reuniram-se para definir os próximos passos das mobilizações. Hoje, terça-feira, acontecem diálogos com os colegas de escolas, a ideia é sensibilizar os profissionais quanto as perdas da categoria caso o projeto do governo seja aprovado.

Na segunda-feira (18), comando de greve local definiu estratégias para mobilizar a população sobre o movimento. Foto: Daniele Angnes/JM

 

Na região, entre as escolas que aderiram a greve nesta segunda-feira estão a Escola Técnica Getúlio Vargas, Doutor Sparta de Souza, Madre Catarina Lepori, Colégio Missões, Unírio Carrera Machado, Pedro II e Tiradentes, estas de Santo Ângelo. De Guarani das Missões, a Escola Técnica Guaramano; de Entre-Ijuís a Escola Técnica Entre-Ijuís; de Vitória das Missões, Escola de Ensino Médio Nossa Senhora do Perpétuo Socorro; de Senador Salgado Filho, a Escola Carlos Gaklik.

Já as escolas estaduais Abilio Lautert, Instituto de Educação Odão Felippe Pippi e Ulysses Rodrigues, aderiram de forma parcial. As demais não encaminharam representante na reunião de ontem, porém, a expectativa do comando de greve local é de que se manifestem conforme o movimento avança.

De acordo com o governo, o projeto Reforma RS integra uma série de ações que estão sendo adotadas para enfrentar a crise fiscal e colocar as contas em dia.

Entenda o porquê da greve
De acordo com o Cpers, o projeto Reforma RS atinge professores, funcionários aposentados e contratados. Confira:

Aos professores o projeto compromete o plano de carreira, mantém reajuste zero por tempo indeterminado, gratificações e vantagens passam a integrar o básico da classe correspondente. Ainda, a medida dá fim as vantagens temporais, como triênios, quinquênios e avanços. Além de aumento da contribuição para a aposentadoria.

Aos funcionários de escola, a medida atinge as vantagens temporais (triênios e quinquênios), haverá fim da incorporação de gratificações para a aposentadoria (como as de direção e insalubridade), aumento do tempo de contribuição e redução dos proventos conforme Reforma da Previdência nacional, redução ou extinção do abono permanência e reajuste zero por tempo indeterminado.

Aos aposentados, quem recebe a partir de um salário-mínimo passará a contribuir com alíquotas que chegam até a 16,32% do salário. Professores aposentados também terão todas as gratificações e vantagens integradas ao básico. Qualquer valor acima do piso da classe correspondente será transformado em parcela autônoma que não sofrerá reajustes, além, também de reajuste zero por tempo indeterminado.

Aos contratados, como a referência de hora-aula é o salário do concursado, os contratados também terão os salários congelados por tempo indeterminado. Legaliza-se a demissão de contratados em licença-saúde, exclui o segmento das regras relativas à licença-saúde, gestante, adotante e paternidade com remuneração, retirada dos contratados o direito ao abono família, mesmo se enquadrados na nova faixa de renda

Fonte: Cpers

Sindicato

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