Professores fazem paralisação nas escolas estaduais entre quarta e sexta-feira

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Mobilização faz parte da luta do Cpers Sindicato para o pagamento do Piso Nacional

Reunidos em assembleia geral, os trabalhadores em educação decidiram paralisar as atividades desta quarta (14) até a próxima sexta-feira (16), para obrigar o governo do Estado a retirar o projeto encaminhado em regime de urgência à Assembleia Legislativa.

Segundo a diretora do 9º Núcleo, Marlene Stochero, a paralisação é uma das atividades do chamado estado de greve que está sendo realizado em todo o Rio Grande do Sul.

O Cpers Sindicato exige que os deputados não aprovem o projeto, que desrespeita o piso salarial de R$ 1.451,00, reconhecido em lei federal.

Durante os três dias de paralisação serão realizados vários eventos. No dia 14, a partir das 8h30min, haverá um dia de estudo, no Centro de Cultura, com exibição de vários painéis sobre o decreto que altera o sistema de avaliação dos professores, parecer jurídico sobre a carga horária, alterações no ensino médio, saúde do trabalhador, dívida pública e previdência pública.

No dia 15, no início da manhã e no final do dia, o Cpers vai às ruas e visitará os alunos em suas residências. Haverá distribuição de folders e explicação sobre os motivos da paralisação; pedágio educativo (no semáforo da Brasil com a Marechal) e às 15h30min, concentração de professores na praça do Brique.

Já no dia 16, será realizado um ato público em Porto Alegre, na Secretaria de Educação. Depois disso, os professores participam de uma caminhada até a Praça da Matriz para um ato público unificado. As inscrições estão abertas na sede do Cpers. “Não admitimos que o governo Tarso siga protelando o cumprimento da lei do piso, tentando esquecer o compromisso com todo o povo gaúcho, assumido durante a campanha eleitoral. Não se pode aceitar que este governo (eleito para promover mudanças) siga ignorando a situação escandalosa da escola pública e dos educadores no Rio Grande do Sul, que recebem hoje um vencimento básico inferior ao salário mínimo”, diz Marlene.

O Cpers cobra do Governo o cumprimento da lei do Piso Nacional da Educação, é contra a mudança da fórmula de reajuste do piso. A pauta ainda é em defesa dos planos de carreira e de 10% do PIB na educação pública.