Programa Fornecer garante compra direta de alimentos de micro e pequenas empresas locais

0
79

Em nove meses de funcionamento, o Governo do Estado já repassou mais de R$ 160 mil aos fornecedores

Regionalizar a compra de produtos oriundos de micro e pequenas empresas e ao mesmo reduzir custos. Essa tem sido a proposta do Programa Fornecer, desenvolvido pelo Governo do Estado, que adquire produtos para o sistema prisional, por meio de pregão presencial (modalidade leilão invertido).  Funcionando há nove meses em Santo Ângelo, o programa já demonstra resultados positivos. O saldo revela que na economia local foram injetados mais de R$ 160 mil, ou seja, uma média mensal de mais de R$ 17 mil.

O delegado adjunto da Susepe, Nelson Werlang, revela que o programa beneficia duas empresas de Santo Ângelo responsáveis pelo pão e a carne, e outra de Itaqui que fornece o leite. O diretor administrativo do Presídio Regional revela em detalhes que neste período de funcionamento mais de R$ 90 mil foram gastos na compra de carne, R$ 48,3 mil no leite e R$ 27 mil na compra do pão francês. Os alimentos são consumidos por detentos do Presídio Regional e do Albergue.

Werlang lembra que anteriormente os produtos eram adquiridos de grandes empresas de Porto Alegre e Santa Maria. O pão, por exemplo, conta o delegado, vinha congelado e os presos tinham que assar o pão para poder consumi-lo, algo que acabava gerando mais custos ao Estado. O delegado da Susepe explica que apenas no primeiro semestre, nesta modalidade de compra, houve uma redução de 60% somente na aquisição de pão francês de 50 gramas. “A média paga pela unidade era de R$ 0,16 e passou para R$ 0,10. Com o Fornecer, estamos adquirindo produtos de qualidade para o Instituto Penal. Todo o mês adquirimos 32.500 pães, mais de mil quilos de carne (frango, bovina, suína, além de embutidos) e 3.255 litros de leite tipo C”, revela.
 
BENEFICIADOS
 
O proprietário da Padaria Superpão, Ronei Kock, que fornece produtos ao Instituto Penal, salienta a importância do programa que acabou com a centralização do fornecimento de produtos nas “mãos” de duas ou três grandes empresas do Estado. “Há vários anos vinha fornecendo pães ao presídio. No governo Germano Rigotto, acabei inviabilizado devido às novas exigências da época. O fornecimento de alimentos no Rio Grande do Sul foi separado por áreas e as empresas para participar tinham que ter uma grande oferta de produto para assumir uma dessas regiões (que englobavam vários municípios). As micro e pequenas empresas ficaram de fora”, diz. Também ressalta que a modalidade beneficiando os grandes fornecedores permaneceu até o governo Yeda Crusius.
 
Outra empresa que participa do Fornecer é o Supermercado Corrêa, localizado nas margens da ERS-218, na zona Leste da cidade. O comerciante José Corrêa aprovou o programa que beneficia micro e pequenas empresas da cidade. “Somos responsáveis pelo fornecimento de mais de mil quilos de carnes e mais 320 dúzias de ovos todo o mês”, revela.
 
PROGRAMA
 
O Fornecer é promovido pela Secretaria da Administração e dos Recursos Humanos, por intermédio da Central de Compras (Cecom). A iniciativa conta com a parceria das secretarias da Economia Solidária e Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sesamp), do Desenvolvimento e Promoção do Investimento (SDPI) e da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe). O objetivo do Programa é explorar a demanda por bens e serviços do Estado para fomentar empresas