Projeto Extensão Produtiva e Inovação deverá dar suporte a 100 empresas da região das Missões

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Núcleo de Santo Ângelo, que funciona na URI, foi lançado oficialmente esta semana

As empresas, cooperativas e arranjos produtivos locais da região das Missões têm um novo apoiador desde o início do ano. Trata-se do Núcleo de Extensão Produtiva e Inovação (Nepi), que teve seu lançamento oficial na tarde de quinta-feira (14), em cerimônia no prédio 5 da URI. Participaram do evento integrantes da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), da URI Santo Ângelo, que é parceira do evento, bem como lideranças locais e regionais.

Em Santo Ângelo, a URI é conveniada para o desenvolvimento do projeto. Além de fornecer infraestrutura física (o Nepi funciona no prédio 20), a universidade participa com cinco extensionistas, um estagiário e o coordenador Eduardo Kitagawa. O atendimento ocorre para os 25 municípios integrantes do Corede Missões. O valor do convênio é de R$ 410,6 mil por ano.

Conforme o diretor-geral da URI e presidente do Conselho Regional de Desenvolvimento, Maurílio Tiecker, o objetivo do Nepi é dar suporte às empresas, em especial indústrias e agroindústrias, garantindo sua manutenção e crescimento e, no geral, que permaneçam na região. “Mais de 75% das micro e pequenas empresas não duram dois anos, por falta de planejamento e gestão”, disse, destacando que projetos como o Nepi são importantes para reverter esse quadro e dar condições às empresas missioneiras para competir com outras regiões do Estado.

O diretor de Produção e Inovação da AGDI, Sérgio Kapron, destaca a diversidade de setores a serem atendidos nos 25 municípios da região das Missões. “Além dos segmentos metal-mecânico e agroindústria, já tradicionais, o núcleo tem o desafio de oferecer os serviços a empresas de outros setores, como moveleiro e de produção de óleos”, exemplificou.

Segundo ele, a ideia é capacitar empresários e ajudá-los a buscar recursos para projetos de extensão e inovação. “Há muita dificuldade gerencial, principalmente para conseguir recursos para as empresas ampliarem seus negócios. Isso mostra que essas indústrias têm deficiências”, observa Kapron.

A Cotrisa é uma das possíveis empresas a serem atendidas pelo Nepi. Conforme o presidente Roberto Haas, a direção da cooperativa está “conversando” com o núcleo. “Pretendemos apresentar projetos de modernização do parque industrial. Estamos esperançosos, pois depois de muitos anos vemos o Governo do Estado investir em nossa região. Agora, vemos alternativas com a busca de recursos no Governo Federal, destinado a investimentos e saneamento financeiro”, destaca o presidente da Cotrisa.