Quaresma é um período de conversão e penitência, analisa bispo diocesano dom Liro Vendelino Meurer

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Período foi iniciado ontem, Quarta-Feira de Cinzas

O bispo diocesano dom Liro Vendelino Meurer considera a Quaresma, iniciada ontem (5) com a Quarta-Feira de Cinzas, um período forte de conversão e penitência. Para ele, esta é uma oportunidade de o ser humano se aproximar de Deus para que esta relação tenha reflexos na vida de cada indivíduo e, assim, a sociedade possa melhorar como um todo. A Quaresma é o período de 40 dias de preparação à Páscoa. “Jesus Cristo morreu e depois ressuscitou para uma vida nova, e é isso que devemos buscar fazer na Quaresma. Não nos sacrificarmos, é claro, mas ‘morrermos’ como pecadores daquela vida anterior e compreendermos quais os apelos de Deus para nós, para que haja um mundo novo de paz. Só a morte se transforma em vida”, diz o bispo.

Dom Liro lembra que outras características que marcam o período são a oração, o jejum e a esmola. “Na oração, nos relacionamos com Deus e conversamos diretamente com ele. O jejum é para que tenhamos autodisciplina e saibamos tudo aquilo que nos faz mal, e a esmola significa a partilha da vida, a partilha do bem”, explica. “A vontade de Deus é de que sejamos irmãos, sejamos unidos, mas sabemos que muitas vezes, na prática, o dia a dia produz males em nós, no mundo. Precisamos ser pessoas novas, pessoas diferentes. Não fugirmos do que somos hoje, mas também não aderir ao egoísmo e a interesses unicamente pessoais”, complementa. A Catedral Angelopolitana recebeu ontem, com início às 19h, uma missa de celebração do início da Quaresma.

CAMPANHA DA FRATERNIDADE

Ontem, como ocorre tradicionalmente na Quarta-Feira de Cinzas, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou a Campanha da Fraternidade 2014. O lançamento foi realizado na sede da CNBB, em Brasília, à tarde. A campanha tem como tema “Fraternidade e tráfico humano” e, como lema, “É para a liberdade que Cristo nos libertou”, de Gálatas 5.1.

Na visão do bispo, a vida é o maior valor pregado no Evangelho e é justamente o desrespeito a ela que está presente no tráfico humano. “A campanha deste ano reflete um tema importante e necessário de ser levantado. O tráfico humano é uma das atividades mais rentáveis do mundo, mas por meio de ações condenáveis, como prostituição forçada, escravidão e exploração de trabalho. A vida é arrancada de pessoas que estão apenas acreditando em algo melhor para seu futuro e em ofertas de trabalho que na verdade não existem. Com este tema, a igreja quer conscientizar as pessoas sobre uma realidade existente e denunciar, repudiar”, analisa dom Liro.