Quinze adolescentes do Case iniciam curso de Aprendiz Legal pelo CIEE

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Jovens receberão meio salário mínimo e aprenderão noções de conservação e sustentabilidade

Aconteceu na tarde desta segunda-feira (12), a aula inaugural do curso Aprendiz Legal para 15 adolescentes, de 15 a 19 anos, que cumprem medida sócio-educativa no Case de Santo Ângelo. O programa é desenvolvido através de uma parceria entre o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos, Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (Fase), Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) e Ministério do Trabalho e Emprego.

O supervisor do CIEE, Elemar Lenz, explica que o curso vai ensinar aos adolescentes infratores noções de conservação, limpeza e sustentabilidade. Serão 800 horas/aula, sendo na primeira etapa 80 horas teóricas e na segunda etapa serão duas tardes de atividades teóricas e três tardes de práticas por semana, até completar um ano de curso. “É um curso de aprendizagem que vai trabalhar o lado comportamental do jovem e desenvolverá práticas que permitem a ele uma melhor compreensão das diversas técnicas de limpeza, conservação e a preocupação com o meio ambiente”, disse.

Cada adolescente terá a carteira de trabalho assinada e receberá meio salário mínino por mês mais os encargos trabalhistas, tudo pago pela CEEE. “Caso algum jovem cumpra sua medida antes de concluir o curso, poderá ser integrado numa turma de aprendizagem existente no CIEE da região e realizar a prática em empresas que ofereçam espaço para ele trabalhar lá fora”, frisa.

Em sua palestra, o juiz de Direito da Infância e Juventude, Luis Carlos Rosa, abordou a importância do trabalho e a consciência do esforço feito para que os adolescentes pudessem ingressar no curso. “Mesmo pelo erro cometido por eles, existe uma tentativa de reinserção social e capacitação”, ressalta.

O diretor do Case, Dalmir Ledur, tem uma boa expectativa em relação ao curso. “Eles terão uma oportunidade de ouro que muitos não tem lá fora. Vão trabalhar na limpeza, organização geral, horta, entre outras atividades”, frisa.

Dos 29 adolescentes que hoje cumprem medida sócio-educativa no Case, 15 farão o curso; oito já trabalham na fabricação de rodas para bicicletas e os outros quatro produzem artesanato em geral.