Reunião do Comea aborda resultados obtidos nas culturas de inverno

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Encontro debateu última safra e as expectativas de produtividade para as culturas de verão

Foi realizada na manhã de terça-feira (17) a última reunião deste ano da Comissão Municipal de Estatísticas Agropecuárias (Comea), na sede da agência regional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O encontro, que contou com a presença de representantes da Emater, do IBGE, Comude, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Cotrisa, Sindicato Rural, Apassul, Instituto Federal Farroupilha e Agrofel, abordou sobre os resultados das culturas de inverno e a situação das culturas de verão, estimativa de área cultivada e expectativa de produtividade.
De acordo com o engenheiro agrônomo Álvaro Uggeri Rodrigues, chefe do escritório da Emater de Santo Ângelo, dentro do fator produtividade, foi feita uma análise da média de produção obtida nas últimas safras, da tecnologia utilizada pelos produtores, custos de produção e perspectivas do clima para o ciclo da cultura. “Também houve um debate sobre os resultados obtidos nas culturas de inverno, principalmente do trigo, e as causas que levaram ao referido resultado”, explica.

TRIGO
Com a colheita do trigo já finalizada no município, a Comea finaliza o resultado das 12.250 hectares cultivadas em 18 sacas colhidas por hectare, uma redução de 60% sobre o estimado inicialmente, que era de 45 sacas por hectare. “Pode-se afirmar que as condições climáticas não foram favoráveis na maior parte do ciclo da cultura, com grande umidade e temperaturas mais altas para o período de inverno, mas destacando-se no aspecto negativo as geadas ocorridas nos dias 12 e 13 de setembro e o excesso de chuvas da 1ª quinzena de outubro”, destaca Álvaro.  

CULTURAS DE VERÃO

A soja deve chegar a 37.200 hectares implantados, sendo que a estimativa de produtividade inicial ficou em 50 sacas/hectare. “Isso se deve, principalmente à tecnologia utilizada pelos produtores, com destaque para o grande potencial de produtividade das cultivares de soja utilizada atualmente”, acrescenta Álvaro. Em fase de germinação e desenvolvimento vegetativo, a maioria das áreas apresentam lavouras bem emergidas, com a cultura em pleno desenvolvimento. 35% já foi implantado no município, ou seja 13.000 hectares. 

O engenheiro garante que o clima ideal para este período são dias de tempo mais seco, com presença de sol, para que os agricultores consigam dar seguimento ao plantio e para que a soja já implantada tenha um bom desenvolvimento inicial. 

SOLO

Álvaro chama atenção para o fato de que, com as chuvas abundantes neste início de mês, observa-se que algumas lavouras, com a perda do solo por erosão, podem causar grandes prejuízos aos agricultores. “As chuvas, associadas ao sistema plantio direto com pouca palham ausência total de outras práticas de contenção com os terraços e a prática do plantio das lavouras morro abaixo, configuram uma situação de facilidade à ocorrência do processo erosivo deste importante recurso natural”, completa.