Samu Salvar atribui demora no atendimento da central à legislação

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Coordenador dos serviços de enfermagem do Samu diz que legislação é burocrática

Na última semana o Samu passou por críticas de uma ouvinte da Rádio Santo Ângelo que condenou a burocracia e morosidade no atendimento do socorro. Segundo a ouvinte, ela ligou em busca de ajuda, pois a pressão de sua mãe havia tido uma grande oscilação em pouco tempo, no entanto, a burocracia do atendimento na central fez com que ela desistisse da chamada, pedindo ajuda a um parente próximo para levar sua mãe ao hospital.

Conforme o coordenador dos serviços de enfermagem do Samu Alex Martins Antunes, a questão da legislação e burocracia do Samu são motivos das principais reclamações. “Normalmente as pessoas que reclamam são as que não receberam o atendimento por um motivo ou outro”, relata e admite que a demora ocorre em função da burocracia, mas que quando o atendimento chega é de primeiro mundo.

Um dos grandes problemas, segundo ele, é a questão do acesso pelo processo legislador. Há um estudo para a regionalização das centrais de atendimento do Samu, entretanto, não há nada definido ainda. “Um dos problemas para isso é encontrar profissionais qualificados dispostos a atuar nessas centrais. Já melhoramos bastante, foram contratados novos profissionais para central de Porto Alegre, mas que sabemos que precisamos avançar ainda mais”, diz. “Todas as unidades são a favor da regionalização. Vamos buscar isso”, acrescenta.

Alex explica ainda que quem determina a saída das viaturas é a regulação em Porto Alegre. “É ela quem define qual ambulância (se a unidade básica ou avançada) é quem vai realizar o atendimento”, ressalta e enfatiza a importância de passar os dados com calma e corretamente ao atendente.

ATENDIMENTOS
O Samu Salvar de Santo Ângelo atende em média 350 chamadas por mês. Isso, segundo o coordenador dos serviços de enfermagem, equivale a uma média de 10 atendimentos diários.

BUROCRATIZAÇÃO
Um dos motivos da atual legislação é o número de chamadas falsas. Conforme o coordenador, cerca de 60% das chamadas destinadas ao Samu são trotes. “No entanto, é importante informarmos que junto dessa estatística entra as chamadas onde os endereços não conferem com os que foram passados, ou por descuido da pessoa que ligou ou por se tratar realmente de um trote. Quando nos deslocamos e não encontramos o requisitante essa chamada é enquadrada como trote”, explica.

INFRAESTRUTURA
O Samu Santo Ângelo conta com duas unidades de atendimento, a unidade móvel de suporte básico e a de suporte avançado, ambas preparadas com equipamentos e profissionais qualificados para o atendimento destinado às suas demandas específicas:

UNIDADES MÓVEIS DE SUPORTE BÁSICO (USB)
As ambulâncias de suporte básico de vida contam com uma equipe composta de técnico de enfermagem e condutor socorrista. Cada unidade tem, além de material de consumo, no mínimo: um aspirador cirúrgico portátil para ambulância, um oxímetro digital e um DEA (Desfibrilador Externo Automático), além de medicamentos e todo o material para checagem de sinais vitais. Possuem ainda materiais para imobilização, como colares cervicais, macas rígidas e KED (adulto e pediátrico).

UNIDADES MÓVEIS DE SUPORTE AVANÇADO (USA)
Conhecidas como UTI móveis, as ambulâncias de suporte avançado contam com uma equipe composta por médico, enfermeiro e condutor socorrista. Cada unidade tem, além de material de consumo, no mínimo: um aspirador cirúrgico portátil para ambulância, um respirador a volume, um monitor multiparâmetros, um oxímetro digital, além de medicamentos de cuidados intensivos e todo o material para imobilização, como colares cervicais, macas rígidas e KED (adulto e pediátrico).