Santo Ângelo busca se qualificar para trazer curso de Medicina

0
104

Encontro avaliou as ações desenvolvidas até o momento para viabilizar o projeto

Em reunião realizada ontem (12), que contou com a participação do presidente da Câmara de Vereadores, Vinícius Makvitz, e dos vereadores Diomar Formenton e Gilberto Corazza, foram avaliados os primeiros trabalhos promovidos pelo Grupo de Trabalho Pró-Curso de Medicina. Os membros foram nomeados pelo prefeito Valdir Andres para coordenar os trabalhos que buscam a implantação de um curso de Medicina em Santo Ângelo. A reunião ocorreu no gabinete do prefeito.

GRUPO DE TRABALHO
Fazem parte do grupo de trabalho Pró-Curso de Medicina o prefeito Luiz Valdir Andres, vice-prefeita Nara Damião Makvitz, presidente da Câmara de Vereadores Vinícius Makvitz, diretor do Iesa Júlio César Lindemann, diretor da URI Gilberto Pacheco, diretor da Uníntese Pedro Stieler, coordenadora da 14ª CRE Maristela Beck Marques, presidente da Acisa Carlos Ely Merljak Júnior, presidente do Sindilojas Gilberto Aiolfi, presidente do Conselho Municipal de Saúde Jerônimo Riechel, presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Diomar Formenton, provedor do HSA Bruno Walter Hesse, da Intersindical Almiro Copetti, presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde Idair dos Santos Machado, secretária municipal de Saúde Claudete Cruz, secretária municipal de Educação Rosa Maria de Souza, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas Wilson Luiz Pippi Junior e 12ª Coordenadoria Regional de Saúde, representada por Lói Roque Biachi.

Foi unanimidade entre os membros que Santo Ângelo precisa fazer o “dever de casa” para habilitar-se ao Ministério da Educação (MEC) para ser um dos municípios que poderão abrigar um curso de Medicina. Seria necessário, em um primeiro momento, aumentar o número de leitos disponíveis para atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

NÚMERO DE LEITOS
Atualmente, o Hospital Santo Ângelo tem 170 leitos. Desse total, 158 estão disponíveis para o SUS. A casa de saúde já possui um projeto de ampliação para ter mais 58 leitos. No entanto, ainda não seria o bastante para atender ao critério dos 250 leitos necessários para o município estar apto a pleitear o curso de Medicina.

Outro empecilho seria a falta de residência médica, aspecto que está sendo trabalhado para atender às exigências do MEC. Segundo o diretor-geral da URI, professor Gilberto Pacheco, este é o momento de Santo Ângelo qualificar-se como município para receber um curso de Medicina, pois os critérios e a avaliação do MEC estão cada vez mais rigorosos.

Pacheco salientou ainda que os municípios que foram escolhidos na última seleção do MEC no Estado – Ijuí, Erechim, São Leopoldo e Novo Hamburgo – possuem uma caminhada de aproximadamente duas décadas e Santo Ângelo ainda não oferece as condições mínimas necessárias para pleitear essa graduação.

TRABALHO INTERNO DO IESA
O diretor do Iesa, Júlio César Lindemann, destacou que a instituição está trabalhando internamente para preencher os requisitos solicitados pelo MEC e que o Iesa tem interesse de ter o curso, mas, paralelamente, é necessário que o município se prepare para a implantação, independentemente se será um curso público ou privado.

Ainda durante a reunião, ficou definido que será criada uma subcomissão técnica com representantes da Secretaria de Saúde de Santo Ângelo, 14ª Coordenadoria Regional de Educação (14ª CRE) e Hospital Santo Ângelo (HSA) para avaliar em quais critérios o município precisa evoluir até atender aos requisitos exigidos pelo MEC. Após esse levantamento, serão propostas ações para melhorar esses aspectos.