Santo Ângelo não sofre grandes impactos na produção industrial

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No País, em um ano, baixa foi de 8,3%, a maior da série histórica do IBGE

A produção industrial brasileira fechou 2015 com queda acumulada de 8,3%, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na manhã de terça-feira (2). O resultado indica o maior recuo da série histórica, iniciada em 2003. Em relação a novembro, a atividade teve retração de 0,7%. Na comparação com dezembro de 2014, a baixa foi de 11,9%.

IMPACTOS NA REGIÃO
Em Santo Ângelo, não foram registradas grandes variações na indústria. De acordo com dados de Anderson Filipin Romero, vice-presidente da Associação Comercial Industrial de Santo Ângelo (Acisa), no município, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a diferença em percentual entre demissões e contratações na indústria não é significativa. “Temos um dado importante, é que o número de pedidos de seguro-desemprego aumentou significativamente comparado com outros períodos”, conta.
Ainda de acordo com Romero, neste momento, o empresário está tentando equilibrar as contas, já que o custo operacional das empresas aumentou. “Tributos são criados e ampliados, existe uma dificuldade muito grande de atender todas as demandas do fisco, a rentabilidade das empresas está sendo prejudicada. Isso exige pessoas mais qualificadas e maior produtividade, desta forma se você demite um funcionário é difícil de abrir nova vaga”, explica.

PIORES RESULTADOS
Entre os setores da indústria analisados pelo IBGE, o de veículos automotores, reboques e carrocerias registrou queda de 25,9% no ano, justamente por este motivo que Santo Ângelo não foi tão prejudicada, já que não existem indústrias nesse setor. A produção de itens eletrônicos e ópticos, por sua vez, caiu mais (30%), mas tem importância menor para o índice geral.
O vice-presidente da Acisa recomenda ainda que, “o importante neste momento é que o empresário se prepare, faça um bom planejamento e execute este plano a risca, pois o cenário que se apresenta é de aumento de custos e não de redução”.

COMÉRCIO EM SANTO ÂNGELO
O comércio santo-angelense, assim como de todo Estado e País, “sente” a crise ou a baixa de demanda após a indústria. “Tivemos demissões em várias indústrias da região Noroeste do RS. O comércio está tentando manter seu quadro funcional e no momento que decide pela demissão, ele não contrata novamente”, destaca Anderson Romero. De acordo com o Sine de Santo Ângelo, no momento, existe um número menor de vagas em aberto do que o normal para o período.