Santo Ângelo perdeu 108 empregos formais neste ano

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Números do Ministério do Trabalho revelam saldo negativo de janeiro a maio

De janeiro a maio deste ano, Santo Ângelo perdeu 108 empregos formais. Números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), demonstram que no período houve 3.348 desligamentos, contra 3.240 admissões. O período mais crítico foi o mês de maio, quando a perda foi de 137 empregos formais.

Trata-se do pior resultado, para o período de janeiro a maio, desde o início da divulgação dos dados pelo MTE, ou seja, desde o ano de 2007.

Até então, somente no ano de 2009 o saldo de empregos formais havia ficado negativo no período de janeiro a maio, com a perda de 87 postos de trabalho. Em todos os outros anos, foi registrado saldo positivo nos cinco primeiros meses: 2014 (237); 2013 (533); 2012 (141); 2011 (431); 2010 (594); 2008 (405); e 2007 (298).

Atualmente, existe em Santo Ângelo um total de 17.129 empregos formais, distribuídos em 5.152 estabelecimentos.

OCUPAÇÕES COM MAIORES VARIAÇÕES
A ocupação que mais sofreu baixas no município, de janeiro a maio deste ano, foi a de vendedor de comércio varejista, com saldo negativo de 62 empregos formais (366 desligamentos e 304 admissões), seguida da função de operador de caixa, que teve perda de 34 postos de trabalho (117 desligamentos contra 83 contratações).

Por outro lado, a função com maior saldo positivo foi a de assistente administrativo, com acréscimo de 44 empregos formais de janeiro a maio deste ano (103 admissões e 59 desligamentos).

MICRORREGIÃO E ESTADO TÊM SALDO POSITIVO
Diferentemente de Santo Ângelo, a microrregião – na qual o Caged engloba 16 municípios próximos – apresentou um saldo positivo. De janeiro a maio deste ano, houve um acréscimo de 69 empregos formais, com 5.751 admissões e 5.682 desligamentos.
No Estado, o resultado, apesar de pequeno, também foi positivo neste ano, com aumento de 705 empregos formais.

Já no país como um todo, houve redução de 278.334 postos de trabalho.

EMPRESAS DEVEM ADEQUAR-SE À CRISE
A crise econômica mundial resultou, a longo prazo, no aumento de desempregados em todo o Brasil. Em Santo Ângelo, as empresas já não produzem como antes, e devem buscar alternativas para passar pelo momento sem grandes prejuízos.

Conforme o consultor de empresas do Sebrae e professor universitário do Iesa, Alceu Lopes, a crise econômica mundial resultou, além de em um alto índice de demissão, em uma redução de jornada e férias coletivas. “Está muito difícil, pois há também um atraso de salários, e empresas que não estão conseguindo pagar os direitos trabalhistas a quem é demitido”, explica. A situação atinge, inclusive, as universidades de ensino. “Há um grande número de alunos trancando as faculdades que vinham cursando, o que está sendo agravado por questões como os problemas com o Fies”, destaca.

ADEQUAÇÃO
Alceu garante que o esperado é que o governo libere verbas para investimentos, possibilitando que a economia volte a funcionar normalmente. O consutor indica que as empresas se adequem a situação até a crise econômica ser superada. “Eu aconselho que as empresas aumentem a produtividade, melhorem os processos, reduzam o desperdício e qualifiquem os empregados. A crise será passageira, e quando a economia voltar ao normal, as empresas que estiverem preparadas estarão a frente das que ficaram paradas, apenas lamentando a situação”, completa.