Santo Ângelo tem atos pacíficos durante votação de impeachment

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Atividades favoráveis e contrárias foram realizadas na principais praças do município

A Câmara dos Deputados aprovou neste domingo (17) a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). O total de dois terços dos votos necessários da Casa para a continuação do processo foi atingido, com 367 votos favoráveis, 25 a mais do que o necessário, e 146 votos contrários (incluindo abstenções e ausências). Para acompanhar a votação que parou o Brasil no domingo, manifestações pró e contra o governo tomaram diversas cidades do país. Em Santo Ângelo não foi diferente e atividades favoráveis e contrárias ao processo de impeachment ocorreram nas principais praças do município.

Segundo o subcomandante do 7º Regimento de Polícia Montada (7ºRPMon), capitão Copetti, os atos a favor e contrários ao processo de impeachment da presidente foram pacíficos e tranquilos, sem registro de ocorrências, tanto em Santo Ângelo, quanto em Giruá, onde a Brigada Militar também atuou na segurança. “A comunidade missioneira está de parabéns, pois soube respeitar o resultado sem haver nenhum tipo de alteração”, destacou o capitão. Segundo o profissional, a estimativa de público é de que 50 pessoas compareceram às atividades na Praça Leônidas Ribas (Praça do Brique) e 200 pessoas estiveram presentes no ato da Praça Pinheiro Machado (Praça da Catedral Angelopolitana).

O ato organizado pelo Movimento Brasil Livre Missões, Acisa, CDL, Sindilojas e Sindicato Rural, em apoio ao impeachment, na Praça da Catedral, teve uma participação maior do que a esperada, segundo Daniele Ribas Pilau Christensen, uma das organizadoras. “Quanto ao resultado da votação, atingimos nosso objetivo, claro que com muitas surpresas negativas e também positivas. O destaque das atividades ficou por conta também do ‘varal da vergonha’, instalado no local para que as pessoas pudessem visualizar a posição de cada deputado. Algumas até tiraram fotos para não esquecerem do fato para as próximas eleições”, destaca Daniele, ressaltando que esta foi apenas uma pequena batalha vencida, caracterizando-se como uma pauta que vem sendo discutida desde março de 2015. “A iniciativa ainda mostrou que as pessoas precisam participar mais da política, não somente através de siglas partidárias, mas por meio de suas escolhas”, finaliza.

A Praça do Brique, recebeu sarau pela legalidade e pela democracia, promovido pela União da Juventude Socialista (UJS). Conforme o presidente da entidade, Jordam Ariel Siqueira, a atividade também teve avaliação positiva, contando com a presença de jovens, alguns sindicatos e partidos com posicionamento contrário ao processo de impeachment, “as pessoas compraram a ideia e o ato contou com a presença de famílias e pessoas que acompanharam a votação de maneira pacífica. A cada evento, o número de pessoas que se encoraja a sair de casa para manifestar a opinião e comprar a luta é crescente”. O presidente destacou ainda que "por mais que tenhamos sido derrotados, a juventude socialista saiu de alma limpa e com a cabeça erguida, com o orgulho de ter ido as ruas dizer não a esse Golpe de Estado, e cientes de que ontem foi apenas o começo desse levante político da juventude. Continuaremos nas ruas e continuaremos na luta para que nunca mais acorrentem e amordacem nossa democracia".

Próximos passos do processo de impeachment
A derrota da presidente Dilma Rousseff na votação deste domingo na Câmara é apenas parte do longo processo de impeachment, que agora segue para o Senado. Estima-se que o parecer de uma comissão especial possa ir à votação de todos os 81 senadores da República até meados de maio. Caso seja aprovada a instauração do processo de impeachment no Senado, a presidente fica afastada de suas funções por até 180 dias, enquanto correm os trabalhos. Ainda não há, no entanto, data para a conclusão de todo o processo.