São Miguel é contemplada no PAC Cidades Históricas

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Recurso de R$ 27 milhões é direcionado à execução de três projetos

O pequeno município de São Miguel das Missões está entre os beneficiados do PAC Cidades Históricas, que destinará, ao longo de três anos, R$ 1,6 bilhão à conservação de imóveis tombados e à recuperação de edificações. No programa, a cidade aparece com três projetos selecionados, cujo investimento chega a R$ 27,6 milhões.

“Estes projetos vêm para preservar o patrimônio de São Miguel, mas também para atender à comunidade. Quando fomos procurados por representantes do Ministério da Cultura, propomos às entidades locais a realização de um estudo, para a construção de propostas que atendessem aos anseios de todos”, explica a secretária de Turismo da cidade, Isabel Cristina de Freitas.

Uma das primeiras reivindicações da comunidade, selecionada através do PAC, foi a implantação de um sistema de proteção contra descargas atmosféricas, que ficará dentro do sítio arqueológico. O segundo projeto selecionado, e proposto pelas entidades, foi a implantação de um Complexo Cultural nas ruínas de São Miguel, capaz de proporcionar mais visibilidade e melhor atendimento aos visitantes que chegam à região.

“Nós queremos que o turista chegue e já tenha acesso à nossa cultura missioneira. Como São Miguel é um município relativamente novo, não dispomos de ferramentas, como outras cidades, que atendam à chegada do público”, esclarece a secretária.

Nesta segunda proposta, estão incluídas diversas obras, como a construção de uma nova entrada ao sítio arqueológico e de uma nova sede ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Ao museu localizado dentro do sítio, também está prevista a construção de novas salas. “Não temos mais espaço para guardar o acervo”, comenta Isabel.

O projeto prevê, ainda, a construção de um Centro de Atendimento ao Turista e de um Centro de Interpretação das Missões, destinado ao atendimento da pessoa com deficiência. “A última obra inserida nesse projeto é o Centro Cultural, onde o turista terá a primeira impressão da cidade. Ou seja, o contato com nossa música, dança, gastronomia e história local”, completa a secretária.

O terceiro e último projeto selecionado beneficia não apenas o sítio arqueológico, mas boa parte da cidade. Trata-se da requalificação urbanística do entorno das ruínas, englobando tanto a qualidade visual como a infraestrutura de vias.