Seminário da Agert debate papel do rádio nas plataformas digitais e como ser atrativo às novas gerações

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Presidente da Agert, Roberto Cervo Melão falou sobre a necessidade do diretor de rádio ver-se como gestor de uma empresa

Evento foi realizado na tarde de sexta-feira (23), no auditório da Acisa, e contou com representantes de emissoras da região

Com foco em impulsionar a discussão e a troca de experiências entre os radiodifusores, a Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (Agert), realizou na tarde de sexta-feira (23), o Seminário Regional. Os debates foram voltados aos gestores das emissoras, profissionais e associados da entidade.

Robriane Loureiro, vice-presidente da Agert agradeceu a presença e destacou que o evento teve um retorno positivo “demonstra o quanto é importante investir em formação para nosso segmento”, afirmou ela, lembrando o momento de transformação que o rádio vive com a adaptação as novas plataformas, como a digital. “Rádio é pujante e transformador da sociedade onde era inserido. Precisamos fortalecê-lo”, acrescentou.

Robriane Loureiro, vice-presidente da Agert e diretora da Rádio Santo Ângelo, destacou a importância do fortalecimento do rádio

Durante a cerimônia de abertura do Seminário, o deputado federal, Afonso Motta (PDT), ex-presidente da Agert e hoje membro do Conselho da Associação, destacou duas características que considera relevantes: “a identidade de vínculo que o rádio tem com a sociedade – essa capacidade de manter uma relação com as comunidades onde atua – e a revolução da comunicação social, que nessa dimensão temos os mais variados processos. É fundamental que todos tenham essa compreensão”, enfatizou.

Entre os debates da tarde, teve conversa sobre rádio, negócios e sua relação com as novas mídias sociais, e a compreensão sobre o perfil do líder na gestão dos negócios da radiodifusão e seu papel como inspirador nas novas gerações.

O presidente da Associação, Roberto Cervo Melão, que durante a abertura recebeu uma Cruz Missioneira, do prefeito Jacques Barbosa, afirmou que a radiodifusão está vivendo em “um momento completamente diferente do que já viveu”, pela forma que os diretores veem o rádio (como empresa que deve visar o lucro ou como prestadora de serviço social). “Temos que ser donos de empresas”, ressaltou. “Saiam da cadeira e vão buscar clientes. Ganha dinheiro quem é esperto, quem é inteligente”. Falou também sobre a necessidade de emissoras de rádio manterem-se atuais e saber aplicar os usos das plataformas digitais.

Melão destacou, ainda, o valor em mídia doada que o Relatório Social apresentou: R$ 180 milhões. “O Relatório é o lado social dos veículos associados à Agert, apoiando as mais diversas campanhas, nas áreas da saúde, doação de agasalhos, campanhas da Justiça Eleitoral, doação de sangue, entre tantas outras” afirmou.

O prefeito Jacques Barbosa, lembrou, durante seu pronunciamento, que um dos exemplos de uso das mídias sociais digitais está na transmissão do jogos da Libertadores (nas quintas), pelo Facebook. “Há tempos atrás não pensaríamos nisso”, disse. “São as transformações que as empresas de comunicação estão sujeitas”, acrescentou.

Representando o parlamento gaúcho, Eduardo Loureiro falou sobre o vínculo que as emissoras de rádio tem com as suas comunidades. “O desenvolvimento do nosso estado e país passa por vocês”, disse, referindo-se ao público que lotou o auditório da Acisa.
Eduardo falou sobre credibilidade e confiabilidade, que os veículos de comunicação possuem.

‘Rádio, nas mídias sociais, não é mais uma opção’

“Essa relação entre rádio, mídias digitais e negócio está relacionada a sustentabilidade do rádio em termos financeiros, de conquistar novos públicos e, também, pensar em ocupar novos espaços de visibilidade dentro da comunicação radiofônica”, disse a doutora em comunicação pela UFRGS, Vera Raddatz, palestrante da tarde de sexta, no seminário Regional.

Ainda, para ela, hoje, no que se refere as mídias sociais, a comunicação radiofônica precisa atender uma demanda que vem crescendo. “O rádio, nas mídias sociais, não é mais uma opção, é uma necessidade em tempos de convergência”, acrescentou.

Vera disse que, de modo geral, seja na capital ou no interior, as emissoras estão se preocupando cada vez mais com as mídias sociais. “É um lugar onde elas precisam estar, porque existe uma necessidade de estabelecer um relacionamento com a audiência”, afirmou. Além de reforçar aposição da marca e criar espaço para visibilidade dos patrocinadores que investem nas rádios.

A conversa foi partilhada com a doutora em Comunicação Social pela UFSM, Marizandra Rutili e mediada pelo diretor da Rádio Mundial de Ijuí, José Luiz Bonamigo.

 

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