Senador eleito, Lasier diz que votação foi ‘empolgante’

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Senador ressaltou ainda que deve apoiar eleição de Sartori e Aécio

Agora senador eleito por mais de 2 milhões de votos em uma disputa apertada contra Olívio Dutra (PT), o advogado e jornalista Lasier Martins (PDT) relatou, em entrevista à Rádio Santo Ângelo, na terça (14), que foi uma votação “empolgante” e que não esperava tamanho respaldo em sua primeira participação na política.

“O enfrentamento do pleito sempre foi algo desconhecido. Sabia que tudo poderia acontecer, mas, com as andanças que eu fazia pelo Rio Grande, as pessoas afirmavam que compactuavam com minhas ideias e me incentivavam a pleitear um cargo político”, afirmou.

Sobre a entrada de Olívio para disputa logo após o anúncio de sua candidatura, ele ressaltou que sabia que 30% dos votos seriam destinados ao petista, tendo em vista o eleitorado cativo que o PT tem.

“Mas, quando entrou o Simon, ele (o peemedebista) entrava numa faixa mais parecida com a minha, porque sempre foi mais crítico com a degradação ética que a política sofria, e aí pensei que ficaria, sim, um pouco mais difícil, porque sabia que teria de enfrentar dois ex-governadores e mais a máquina do governo federal, que participava, na mídia, de campanhas de apoio a Olívio”, destacou. No entanto, para o senador eleito, as eleições demonstraram “a força e o desejo do povo para uma nova política”.

APOIO NO SEGUNDO TURNO
Apesar de o PDT ter declarado, quanto ao segundo turno, que cada membro está livre para tomar suas próprias decisões sobre apoios partidários, desde que não subam em palanques ou participem de programas de TV ou rádio, Lasier deixa clara sua opção. “Meu voto é de Sartori”, afirmou o novo senador, que sempre foi um grande crítico da política do governo PT no Estado e no País.

Questionado sobre o apoio ao candidato Aécio Neves, Lasier enfatizou que o PDT e o trabalhismo de Leonel Brizola nunca foram simpáticos ao PP e ao PSDB, porém, por opção, se não votar no PT no RS, não votará no do País. “Acho que a presidente Dilma teve muitos problemas, não conseguiu conter a inflação, o crescimento econômico estagnou e depois recuou. O governo Dilma não conseguiu ver os escândalos, entre eles o maior dos últimos tempos no Brasil, que foi o da Petrobras, em que vários partidos, como PP e PMDB, estão envolvidos”, destacou.

Ele acrescentou que pensa ser “a hora de dar uma chance para alguém que renove e desmonte esse verdadeiro aparelhamento partidário que vitima o País com 22 mil empregos de CCs, 29 ministérios e paralisação da economia”.