Servidores da segurança pública paralisam hoje em todo o Estado

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Previsão é de que somente ocorrências graves sejam atendidas

Descontentes com o novo parcelamento de salários do Poder Executivo Estadual, entidades que representam os servidores da área da segurança pública no Estado estarão paralisados nesta quinta-feira (4), em todo o Rio Grande do Sul. Além da mobilização, que ocorrerá entre 6h e 21h, operação padrão está sendo realizada desde a última sexta-feira. A paralisação de hoje afetará áreas essenciais como da segurança pública como Sindicatos da Polícia Civil, da Brigada Militar, do Instituto Geral de Perícias (IGP), da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) e dos Bombeiros.

Em Santo Ângelo, conforme o titular da 13ª Delegacia de Polícia Regional, delegado de Polícia Cairo Adalberto Abreu Ribeiro, até o momento, casos de maior gravidade estão sendo atendidos. “No entanto, os agentes estão seguindo a orientação de restringir um pouco suas atividades, como não participar de operações, por exemplo, o que não tem afetado já que não temos operações programadas, e não atender ocorrências de menor gravidade ou danos de pequena monta, por exemplo, como perda de documentos”, explica. Para definir que medidas adotará na paralisação, a Associação dos Delegados de Polícia do RS (Asdep) realizou assembleia ontem, às 18h, na Capital (até o fechamento desta edição a assembleia não havia encerrado).
Segundo o representante da 13ª Região Policial do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do Estado (Ugeirm), Luciano Dorneles, a paralisação será geral, sendo que somente ocorrências graves serão atendidas e todas as outras atividades estarão suspensas.

No lado da Brigada Militar, a intenção da Associação de Cabos e Soldados da BM, segundo o presidente estadual da entidade, Leonel Lucas, é manter em atividade apenas o número necessário de PMs para atender a emergências. Por meio de nota, a Associação dos Oficiais da BM defendeu a adoção de 12 medidas durante a paralisação. No entanto, o coronel Alfeu Freitas Moreira, comandante-geral da Brigada Militar, diz que está fazendo um trabalho de conscientização com as tropas para que a insatisfação resultante do parcelamento não interfira em rotinas operacionais da corporação. “Nós, policiais militares, não temos direito a greve. Prestamos um serviço à comunidade, que não pode ser vítima de um problema financeiro do Estado”, avalia. O comandante do 7º Regimento de Polícia Montada, tenente-coronel José Vilmar Robaina da Jornada, afirma que segue a mesma manifestação do comando geral da Brigada Militar, tendo em vista a importância do trabalho realizado pelo órgão.

Operação-padrão
A operação-padrão está programada para pressionar o governo a quitar a folha antes do que foi anunciado. A previsão da Secretaria da Fazenda é de que isso ocorra apenas no dia 19. A cartilha de Operação Padrão prevê uma série de medidas a serem tomadas até a integralização dos salários, além de medidas permanentes. Entre elas, não participar nas operações policiais fora do horário de expediente e não trabalhar além do horário do expediente, não concluir procedimentos policiais, exceto Auto de Prisão em Flagrante (APF) e não registrar ocorrências de fato em tese atípico, perda de documentos e desacordo comercial.

Entre as medidas permanentes, destacam-se as questões relacionadas à estrutura. A cartilha orienta a comunicação às autoridades competentes sobre a situação dos prédios da polícia civil que não possuem Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI, saída para as missões com viatura em perfeito estado, devidamente vistoriada pelos órgãos competentes e com a documentação em dia, além de saída para missão com colete, armamento e munições em perfeito estado e dentro da validade e condução de presos somente com viaturas adequadas e com a quantidade de policiais adequadas para o transporte.