Servidores estaduais fazem nova mobilização

0
106

Reunidos no trevo do Posto Carreteiro, eles criticaram o governo Sartori e o parcelamento de salári

 Na manhã de ontem, servidores públicos estaduais das áreas de saúde, educação e segurança pública realizaram mobilização no trevo do Posto Carreteiro. Com faixas criticando o governo de José Ivo Sartori, os representantes de entidades reivindicavam contra o parcelamento de salários e buscaram chamar a atenção para o problema financeiro pelo qual passa o Estado. Por cinco minutos, três vias foram fechadas, interrompendo a entrada e saída do município por aquele local.

GREVE ATÉ SEXTA
Conforme a diretora do Cpers Sindicato Santo Ângelo, Lucia Beatriz Bardo Rosa, a restrição de serviços dos servidores foi estendida até a próxima sexta-feira (11), quando será realizada uma assembleia. “É aí que serão decididos os rumos do movimento. Nós do Cpers estamos aqui hoje para que o governo retire os projetos de lei que ameaçam os nossos direitos e que estão na assembleia legislativa”, destaca deixando claro que o parcelamento de salários é a segunda reivindicação dos professores.

Para Luciano Dornelles, presidente do 8º Núcleo da Ugeirm Sindicato, o movimento de ontem visou chamar a atenção para a falta de políticas do Governo do Estado para resolver o problema financeiro que vive. “Nós entendemos que existem vários caminhos a serem tomados para dirimir o déficit, mas o governo escolheu simplesmente o funcionalismo público como bode espiatório e tem jogado toda a carga da crise nesses servidores. Temos participado de atos públicos, vimos que são apresentadas soluções que colaboram com o governo e ele não tem a sensibilidade de conversar. Essas ações são, então, para alertar a sociedade de que o Estado está em cise sim, mas que existem outras soluções viáveis. Colocar a culpa no servidor público é um paliativo, não vai resolver”, indigna-se.

MAIS MOBILIZAÇÕES
Luciano acredita que ainda haverão outras mobilizações daqui para a frente e fala da possibilidade, inclusive, de uma greve geral. “Foi acordado com as lideranças apoio estendido até a sexta-feira. Hoje são 44 entidades representativas do Estado em assembleia permanente, então não se descarta greve geral, embora nós e outros sindicatos sejamos contrários, achamos que voltar à normalidade é o melhor. Porém, até a sexta-feira estamos todos parados, com algumas poucas exceções”, finaliza o servidor.