Sindicato de Santo Ângelo denuncia perseguições no Itaú

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Bancários que retornam da licença-saúde são transferidos

Além de enfrentar longos tratamentos, que obrigam o afastamento de suas atividades, muitas vezes os funcionários que retornam da licença-saúde sofrem retaliações e discriminação. Na semana passada, o Sindicato dos Bancários de Santo Ângelo encaminhou denúncia à Fetrafi-RS (Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do Rio Grande do Sul) de que bancários do Itaú lotados em agências da base da entidade estão sendo submetidos a transferências compulsórias após tratamento de doenças relacionadas ao trabalho.

Na avaliação da entidade sindical, funcionários do Itaú sofrem com as atitudes arbitrárias do banco, que impõe transferências com o objetivo de forçá-los a pedir demissão. O Sindicato relatou duas situações praticamente idênticas de transferência nestas condições ocorridas em Santo Ângelo e Santa Rosa.

A partir das denúncias feitas pelo Sindicato de Santo Ângelo, a Fetrafi-RS encaminhou ofício à Gerência de Relações Sindicais do Itaú exigindo o fim da discriminação aos funcionários que retornam da licença-saúde. A entidade também solicitou a intervenção imediata da Gerência para resolução dos casos de retaliação contra funcionários afastados para tratamento. Até o momento o banco não deu retorno à solicitação.

“As transferências compulsórias feitas nestas situações de retorno ao trabalho após licença-saúde constituem uma forma de punição pelos adoecimentos. Cabe destacar que o banco é responsável pela maioria dos casos de afastamento para tratamento de saúde. Em vez de gerar retaliações, o Itaú deveria investir em formas de gestão menos nocivas à saúde física e mental dos seus empregados”, salienta o diretor da Fetrafi-RS, Arnoni Hanke.

CONTRAPONTO
O gerente da agência do Itaú da Rua Marechal Floriano, Cristiano Queiroz, afirma que as transferências de funcionários após a volta da licença não têm a intenção de forçar a demissão dos colaboradores. “Quando uma funcionária entra em licença-maternidade, por exemplo, ela fica alguns meses afastada do trabalho. Nesse período, o serviço que ela fazia não pode deixar de ser prestado, e por isso o banco coloca alguém em seu lugar. Quando ela volta, a vaga já está preenchida. Em um caso que tivemos, a funcionária voltou e o Itaú precisava de seu serviço em outro local”, destaca o gerente, acrescentando que a ação está dentro das diretrizes do banco e não é intencional para constranger o funcionário.