Sindicato Médico do RS faz registro policial contra uma rádio AM local

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Profissionais de saúde afirmam que vêm sofrendo ameaças devido a incitação à violência

Registro policial feito na noite de quarta-feira (7), na Polícia Civil, contra a Rádio Sepé Tiaraju, motivou a manifestação do diretor regional do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Aroldo Schmidt, no Programa Rádio Visão, da Rádio Santo Ângelo, na manhã desta quinta-feira. Durante entrevista, ao radialista Paulo Renato Ziembowicz, o médico disse que profissionais de saúde vêm sofrendo ameaças de pacientes e familiares devido à incitação à violência praticada pela emissora.

Segundo ele, 12 médicos foram ameaçados, além de profissionais do setor de cardiologia e enfermagem, que atuam no Pronto Atendimento do Hospital Santo Ângelo. Schmidt salientou que existem problemas pontuais na área da saúde, mas não da forma sensacionalista como essa emissora vem repercutindo. “A crítica é válida, mas deve ser feita com responsabilidade. Esse segmento da imprensa, porém, tem criticado de forma sistemática a classe médica, sem momento algum procurar os profissionais para o contraponto. Cabe neste momento à comunidade avaliar quais são os reais interesses por trás desses ataques”, comentou.

Schmidt lamentou ainda a postura nada democrática desse segmento de comunicação e teme que, em breve, possa ocorrer uma tragédia em virtude desse sensacionalismo midiático. “Geralmente um paciente ou familiar, no momento do atendimento, encontra-se numa situação psicológica fragilizada pela enfermidade. Essa incitação à violência nos preocupa”, observou.

“Há muitos médicos, que atuam aqui, e trabalham em outros municípios da região. Eles nos relatam impressionados com a forma agressiva de atuação desse veículo. Nas outras cidades, há uma relação harmônica entre os médicos e a população, sem essa incitação da mídia à violência. Ao contrário do que dizem, estamos avançando na saúde com novos serviços como o novo pronto atendimento, a UTI Neo Natal, UTI Tipo 2, entre outras conquistas”, completou Aroldo.