Sindilojas Missões recomenda ‘não ficar parado’ para driblar a crise

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Presidente do Sindilojas Gilberto Aiolfi, comenta estratégias para superar dificuldades nos negócios

As vendas do comércio varejista brasileiro fecharam 2015 em queda de 4,3%, a maior da série histórica, iniciada em 2001, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira (16). Em relação a novembro, o recuo foi de 2,7%. Além disso, o total das vendas teve baixa de 7,1% na comparação com dezembro de 2014 na série sem ajuste sazonal, o nono resultado negativo em sequência nesse tipo de análise.

A informação sobre a queda nas vendas do comércio em 2015 pode assustar e até mesmo intimidar comerciantes e empresários, que têm pela frente um novo ano de negócios. Dessa forma, o presidente do Sindilojas Missões, Gilberto Aiolfi, dá dicas e sugestões para que as empresas possam transformar as dificuldades em oportunidades. Segundo Aiolfi o principal ponto é se conscientizar de que “não adianta ficar parado”.

Ele explica que no contexto atual, o momento é de dificuldades e existem crises em diversos parâmetros, política e econômica, por exemplo, que podem afetar os negócios. Porém, comenta que existem outros fatores que também podem influenciar nesta queda de vendas, como é o caso da substituição de produtos e novas tecnologias. “Independentemente das crises, ocorre a atualização dos produtos e das tecnologias de forma constante e para acompanhar essa evolução e transformação, a dica para os comerciantes e empresários é trabalhar também nesta atualização, pois aquele que não se renova pode acabar perdendo por isso”, orienta o presidente do Sindilojas.

Aiolfi ainda ressalta que “a hora é de diálogo”, comparando o momento com uma consulta médica, no qual é necessário que o paciente fale ao profissional aquilo que se está sentindo para que ele possa achar uma solução, “é preciso que os empresários do mesmo segmento, por exemplo, troquem ideias e inovações”, finaliza.

RANKING DE SEGMENTOS EM QUEDA
No ano de 2015, o segmento de móveis e eletrodomésticos registrou queda de 14% nas vendas, a maior da pesquisa. De acordo com o IBGE, o desempenho negativo pode ser relacionado ao aumento das taxas de juros de crédito e à queda dos rendimentos dos consumidores.

Em 2015, os hipermercados e supermercados também venderam menos e apresentaram recuo de 2,5%, o maior desde 2003. Segundo o IBGE, além da diminuição da renda, o aumento dos preços dos alimentos pesou no resultado anual.

Além disso, os segmentos de tecidos, vestuário e calçados (-8,7%) e de combustíveis e lubrificantes (-6,2%) tiveram desempenho negativo em 2015. Outros setores, como jornais, revistas e papelaria (-10,9%), também tiveram baixas no ano passado, mas representam menos para o cálculo geral do levantamento. Por outro lado, o único segmento que registrou alta no acumulado de 2015 foi o de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, com avanço de 3%. Conforme o IBGE, apesar do índice positivo, esse foi o menor crescimento da série histórica do setor.

Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas caíram 0,9% em dezembro ante novembro na série com ajuste sazonal. Na comparação com dezembro de 2014, a baixa foi de 11%. Em 2015, as vendas do comércio varejista ampliado acumularam queda de 8,6%.