Susepe orienta controle de gastos para investir nos próprios presídios

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Também será feita a compra regionalizada dos alimentos destinados aos apenados

A direção da Superintendência de Serviços Penitenciários do Estado – Susepe esteve na tarde desta quarta-feira (15) em Santo Ângelo, reunindo diretores de presídios e albergues da 3ª Região Penitenciária, para buscar a redução dos gastos das casas prisionais do Estado, visando utilizar em investimentos os recursos economizados. O encontro ocorreu na sede da OAB de Santo Ângelo.

Participaram do encontro o diretor administrativo da Susepe, Giovani Motta Moreira, o consultor Leandro Pawlak e o auditor fiscal da Secretaria da Fazenda Diego Tinners. Também esteve presente o delegado regional da Susepe, Irineu Koch, além de administradores dos presídios.
Conforme Giovani Motta Moreira, o encontro serviu para orientar os diretores de casas prisionais sobre gastos variáveis que podem ser reduzidos, como luz, água e telefone, para os quais não é feita licitação. “Essas despesas recebem uma determinada cota para custeio. O que dizemos aos administradores é para que alguns desses gastos podem ser controlados, como se faz na própria casa”, destaca.

O diretor da Susepe ressalta que os recursos que forem economizados na 3ª Região Penitenciária serão revertidos em investimentos para a mesma região.  

DIRETOR DO SUSEPE DESTACA FORNECIMENTO REGIONALIZADO DA ALIMENTAÇÃO DOS PRESÍDIOS

Conforme o diretor administrativo da Susepe, Giovani Motta Moreira, o governo Tarso Genro está modificando a forma de aquisição da alimentação dos apenados, deixando-a mais regionalizada para diminuir custos. “Quando entramos no governo, havia apenas seis fornecedores de pão, leite, arroz, feijão e açúcar para os presos”, exemplifica. “Desde o ano passado, implantamos um projeto piloto nas regiões de Santa Maria e Santana do Livramento em que a aquisição do pão e do leite é feita na própria cidade, através de pregão presencial”, acrescenta.

Atualmente, segundo Giovani, há dezenas de pequenos fornecedores, o que reduziu bastante os custos dos alimentos. Nos contratos de até R$ 80 mil, a participação no pregão é exclusiva para pequenas e micro empresas. Inclusive, há parceria com o Sebrae para que oriente esses segmentos sobre as formas de fornecer produtos para o Estado.

Nesta quinta-feira (16), haverá pregão destinado à aquisição de alimentos para o Presídio Regional e para o albergue de Santo Ângelo (veja matéria na página 2). “É uma forma de, além de fornecer alimentos de qualidade para os apenados, desenvolver também a economia local. Queremos que o dinheiro que é mandado para o Presídio de Santo Ângelo fique em Santo Ângelo”, afirma Giovani, destacando que o pagamento é feito mensalmente.

A ideia é estender o fornecimento regionalizado de alimentos também para a carne e embutidos.