Suspeita de um caso de dengue em Santo Ângelo reforça a necessidade de prevenção

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Secretaria de Saúde aguarda o resultado de exame de sorologia realizado em um homem A Secretaria de Saúde de Santo Ângelo está investigando um caso suspeito de dengue, contraído por um homem residente no Bairro Pilau. Segundo a responsável pela Vigilância Epidemiológica, enfermeira Juliane da Rosa, o caso chegou a Secretaria de Saúde no último dia 8 de janeiro e imediatamente foi realizada a coleta de sorologia do paciente e encaminhada para exame no Laboratório Central do Estado (Lacen), em Porto Alegre.
 
Enquanto é aguardado o resultado do exame, o homem está afastado do trabalho e em isolamento em casa. “A qualquer sinal de dengue as pessoas devem observar os sintomas iniciais que são febre, dores no corpo, dor atrás dos olhos e dor de cabeça, e procurar um médico”, orienta Juliane.
 
Em 2012, Santo Ângelo contabilizou 11 casos suspeitos de dengue, sendo um deles importado. Após exame de sorologia nos pacientes, todos os casos foram descartados.
Este primeiro caso suspeito de dengue em 2013, em Santo Ângelo, serve de alerta à população para que realize a prevenção. A coordenadora da Vigilância Ambiental, Selenir Arruda, orienta os santo-angelenses que a ação mais simples para prevenção da dengue é evitar o nascimento do mosquito, já que não existem vacinas ou medicamentos que combatam a contaminação. Para isso, é preciso eliminar os lugares que eles escolhem para a reprodução.
 
A regra básica é não deixar a água, principalmente limpa, parada em qualquer tipo de recipiente. “Como a proliferação do mosquito da dengue é rápida, além das nossas iniciativas é importantíssimo que a população também colabore para interromper o ciclo de transmissão e contaminação”, frisa.
 
Os 32 agentes de endemias que atuam na Vigilância Ambiental estão visitando os moradores de toda a cidade a fim de conscientizá-los para a prevenção. Eles também aproveitam para entregar folders explicativos e fazer uma vistoria nos pátios. Quando é encontrado um foco é feita a eliminação ou o tratamento, colocando um larvicida no local para acabar com a larva. 
 
Até esta quarta-feira os agentes trabalhavam nos Bairros Esperança, Dido, Olavo Reis, Menges, Indubras, Pippi e adjacentes. “Para a execução do trabalho a cidade é dividida em quarteirões, sendo que cada um desses quarteirões recebe um número para a melhor identificação e realização das visitas”, destaca Selenir Arruda.
 
 

AÇÕES SIMPLES DE COMBATE AO AEDES AEGYPTI
 

– Coloque o lixo em sacos plásticos e mantenha a lixeira bem fechada;
 
– Encha de areia até a borda os pratinhos dos vasos de planta;
 
– Não deixe a água da chuva acumulada sobre a laje;
 
– Remova folhas, galhos e tudo que possa impedir a água de correr pelas calhas;
 
– Mantenha bem tampados tonéis e barris de água;
 
– Mantenha a caixa d’água sempre fechada com tampa adequada;
 
– Lave semanalmente por dentro com escova e sabão os tanques utilizados para armanezar água.