Tarso Genro:“O governo estadual não é da capital, é de todo o Estado”

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Governador do Estado salientou importância da Interiorização

Durante o evento de Interiorização do Governo Estadual, realizado em São Miguel das Missões na manhã de ontem, o governador Tarso Genro salientou a importância para a sua gestão em debater com as comunidades regionais os projetos estaduais. “É um honra estar aqui nesta cidade que tem uma dimensão simbólica e política muito grande para o Estado. Não é uma solenidade, não é um ato burocrático, é uma reunião de trabalho. A gente vem informar a comunidade regional sobre as ações de governo, para que depois a sociedade possa cobrar do governo. Esta reunião de trabalho transfere o governo para o interior e traz, quase na integralidade, os secretários de governo. Assim, se estabelece uma relação que não se estanca nessa reunião. O Governo do Estado não é da capital, é de todo o Estado. É um governo que estabelece uma relação direta com a comunidade”, observa.

Logo após a reunião de trabalho, o governador estadual respondeu alguns questionamentos da imprensa, em uma breve entrevista coletiva, abordando temas como a Copa do Mundo e o piso do magistério. A seguir, confira os principais trechos da entrevista:

COPA DO MUNDO

“Temos uma relação muito harmoniosa com a Prefeitura de Porto Alegre e que vai continuar. Eu dizia na época daquela crise do Beira Rio, que as coisas acontecem no Brasil de uma maneira diferente do resto mundo. Esteve a Fifa olhando e aprovando o Estádio Beira-Rio. Nós estamos nos preparando bem, e vamos canalizar turistas para cá para conhecer essa maravilha, não somente as Ruínas de São Miguel das Missões, mas toda a região missioneira”.

PISO DO MAGISTÉRIO

“Os protestos são absolutamente normais. Nós temos que entender isso, que faz parte de um regime democrático. O dia em que os funcionários deixarem de pedir mais salário, é porque não precisa mais de Estado, porque já está tudo resolvido. Temos uma relação com o Cpers que realmente não é boa. O Cpers passa todos os limites da forma de reivindicar, como os ataques pessoais que fazem ao secretário da Educação. Eles produzem uma relação muito tensa. O Rio Grande do Sul foi um dos poucos estados que não teve greve. Eles tentaram fazer greve, mobilizaram, gritaram, ofenderam e não mais de 3% da categoria entrou em greve. Estamos dando um aumento de 76,4% em quatro anos, que ninguém deu na história. Mais do que isso, ninguém ganha menos do que o piso salarial nacional. O protesto é livre e nós temos de encarar com respeito e bom humor”.