Taxa de desemprego chega a 9%, a maior desde o início da série histórica

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Esse foi o último levantamento trimestral realizado até o momento

A taxa de desemprego ficou em 9% no trimestre encerrado em outubro de 2015, segundo dados divulgados na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse foi o último levantamento trimestral realizado até o momento. A taxa de 9% é a maior da série histórica, iniciada em 2012.
Os dados constam na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. No trimestre anterior, maio-junho-julho, a taxa de desocupação de empregos ficou em 8,6%, com um crescimento de 0,6 ponto percentual na comparação com os três meses anteriores. Em 2014, a taxa de desocupação fechou o trimestre agosto-setembro-outubro em 6,6%.

DESEMPREGO EM SANTO ÂNGELO
De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em Santo Ângelo, de janeiro a novembro de 2015, foram fechadas 246 vagas de empregos formais. Foram 6.521 admissões contra 6.767 desligamentos, fechando o período com saldo negativo. No mesmo período de 2014, o saldo ficou positivo com um incremento de 447 vagas. Em, 2013, quando a crise ainda não dava sinais tão fortes na estagnação da economia, haviam sido criadas mais de 1,1 mil vagas de emprego em Santo Ângelo.

QUEDA NO RENDIMENTO
O rendimento real habitual em relação a maio-junho-julho de 2015 teve variação de -0,7%. Já na comparação com agosto-setembro-outubro de 2014, houve queda de 1%.
O rendimento real habitual do trimestre encerrado em outubro foi de R$ 1.895 em valores absolutos. No trimestre imediatamente anterior, o valor era de R$ 1.907, e, no mesmo período do ano passado, de R$ 1.914.

SEM VAGAS
Segundo a pesquisa do Pnad, 9,1 milhões de pessoas procuraram e não conseguiram emprego no trimestre encerrado em outubro de 2015. No período encerrado em julho, o número era de 8,6 milhões. Já o número de pessoas ocupadas, de 92,3 milhões, não apresentou variações significativas, de acordo com os critérios do IBGE.

CARTEIRA ASSINADA EM QUEDA
O contingente de trabalhadores com carteira assinada caiu 1% na comparação com o período encerrado em julho, com 359 mil pessoas a menos. Já em relação ao mesmo trimestre de 2014, houve uma perda de 1,2 milhão de empregos formais, ou 3,2%.
A comparação com o trimestre imediatamente anterior mostrou uma queda de 2,6% no contingente de ocupados na indústria geral. Em relação ao ano passado, a queda chega a 5,6%.
O número de pessoas empregadas no setor privado sem carteira assinada subiu 1,3% do trimestre terminado em julho para os três meses encerrados em outubro de 2015. Já o número de trabalhadores domésticos subiu 1,7%.