Torre energizada é que causou a morte do músico Enio Knak Júnior

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Perícia foi realizada nesta terça-feira à tarde no Clube Gaúcho

A causa da morte do músico Enio Knak Júnior, de 28 anos, foi uma descarga elétrica provocada por uma das 4 torres metálicas montadas junto ao palco para sustentar os equipamentos de iluminação e que estava energizada.

A constatação foi feita pelo perito do Instituto Geral de Pericias, engenheiro eletricista Flávio Kurkowski, que vistoriou na tarde desta terça-feira (21) o local, os equipamentos de som e toda a montagem do palco do Clube Gaúcho.

Ao medir a voltagem da torre o técnico comprovou uma carga elétrica de 219 voltz.

“O local onde a vítima caiu possui todas as condições de provocar o óbito”, afirmou o perito.

O trabalho de perícia foi acompanhado pelo delegado de polícia Rogério Junges, que instaurou inquérito, pela diretoria do Clube Gaúcho, que estava acompanhada por dois advogados e mais um engenheiro eletricista.

O teste prático de comprovação de que a torre metálica estava energizada surgiu no momento em que o perito encostou fios elétricos na estrutura metálica e também na quina de uma escada de metal que leva ao mezanino do clube, o que provocou o acendimento de uma lâmpada de 60 watts.

“Concluo que o músico foi se abaixar para apanhar algum instrumento, e quando segurou com uma das mãos na torre metálica acabou encostando as costas na quina da escada que possuía ponto zero de energia e serviu como terra, sendo então fatal para provocar sua eletropressão”, disse o perito Flávio Kurkowski.

Isso justifica o fato de Enio Knak Júnior possuir um risco horizontal nas suas costas, única marca provocada pela queda e pelo choque.

O perito também concluiu que a montagem dos equipamentos de som estão fora das normas de segurança, ou seja, com problemas nas conexões elétricas e nos holofotes.

Flávio Kurkowski prometeu encaminhar a polícia civil de Santo Ângelo o laudo conclusivo da perícia em até 10 dias.

O delegado de polícia Rogério Junges liberou na tarde desta terça todas as instalações do salão de festas e do palco do Clube Gaúcho, para a limpeza e retirada dos equipamentos de som.

“A partir da comprovação do local onde o músico estava e as condições de sua morte, iremos montar com o testemunho dos envolvidos as condições como isso aconteceu”, afirmou o delegado.

O pai do cantor, Ênio Knak, comentou o resultado da perícia: "O resultado da perícia apenas aponta algo que a gente já imaginava. A estrutura era nossa, fomos nós que montamos e estava tudo dando certo até o momento do incidente. Foi uma fatalidade e nós não acreditamos que exista algum culpado. Podia ter acontecido com qualquer um. Naquele momento, Deus escolheu que fosse o Júnior".

O delegado Junges disse que serão ouvidos os músicos participantes da banda e a diretoria do Clube Gaúcho. 

MORTE NO BAILE

O músico morreu na madrugada deste domingo, ao receber – por volta das 3h30min – uma descarga elétrica (eletroplessão) enquanto animava, com o irmão Marcel, a festa de Carnaval do Clube Gaúcho.