Um amor entre duas mulheres

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A estudante Lucimary Leiria e a atriz Juliani Borchardt namoram há nove meses

Elas vivem numa sociedade que ainda é preconceituosa, mas afirmam que se amam intensamente. Para a estudante Lucimary Leiria e a atriz Juliani Borchardt, ambas de 26 anos, o amor entre duas mulheres é o mesmo ou até mais verdadeiro que entre um homem e uma mulher

Lucimary fala sobre esta relação com mais conhecimento de causa, pois já teve um namoro com um homem. Há nove meses, namora Juliani. Diz que conheceu a atriz numa festa. Uma amiga em comum é quem apresentou uma à outra e depois de três dias já tiveram o primeiro encontro, que culminou no início do namoro. “Entre duas mulheres o que existe é mais verdade, entrega e companheirismo”, fala.

Juliani, que é especialista em História, Cultura, Memória e Patrimônio emMestranda em Memória Social e Patrimônio Cultural (Ufpel) e pós-graduanda em Democracia Participativa, República e Movimentos Sociais (UFMG), atualmente está morando em Pelotas. O namoro à distância tem causado muita saudade, mas tem servido de lição para as meninas se conhecerem mais e se respeitarem. “Antes da Ju viajar para Pelotas vivíamos quase 24 horas por dia juntas. Agora, temos nos encontrado a cada dois meses e sempre que estamos juntas procuramos viver cada minuto com mais intensidade”, diz Lucimary.

O casal é um defensor da união entre homossexuais. “Erguemos a bandeira e atuamos no segmento LGBT para mostrar que trabalhamos, estudamos e amamos como qualquer outra pessoa. Muitas vezes fizemos mais coisas no meio sociaal do que muitos daqueles que nos jogam a pedra. Queremos apenas respeito e igualdade”, destaca.

Para o ano que vem, as namoradas planejam morar juntas e adotar uma criança. “Para tudo funcionar normalmente tem que se passar a fase do respeito para a aceitação, do ‘virar a cara’ para o olhar em frente. O caminho para o amor pode estar em qualquer lado, e optar por um relacionamento com alguém do mesmo sexo é uma decisão individual, que as restantes pessoas devem aceitar e respeitar sem críticas ou comentários menos dignos. Este sim, é o verdadeiro progresso para a nossa condição social e para a evolução da humanidade”, finaliza.