Uma mãe com 106 anos e sua grande família

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Maria Ribeiro Flores possui sete filhos, 49 netos, 98 bisnetos e 16 tataranetos

Dona Maria Ribeiro Flores deve ser a mãe mais velha de Santo Ângelo. Nascida em 5 de janeiro de 1907, em São Miguel das Missões, tem 106 anos, é mãe de sete filhos (dos quais três já falecidos), 49 netos, 98 bisnetos e 16 tataranetos.

Ela mora com uma de suas filhas, Sueli, na Rua Miguel Nardon, Bairro José Alcebíades de Oliveira, local onde deverá receber várias homenagens neste domingo (12), Dia das Mães. Maria conta que sempre trabalhou na lavoura ao lado do único e inesquecível esposo, João Frederico Flores, já falecido. “Casei ainda virgem, numa época em que o respeito era um valor preservado. Quando ia passear na casa do meu marido era a mãe dele quem me alcançava o chimarrão, já que não podíamos nos aproximar antes do casamento. Me tornei mãe aos 20 anos de idade e quando perdi meu marido, nunca mais quis saber de outro, porque entendo que devemos ser mulheres de um único homem”, diz.

No interior, Maria ordenhava as vacas, preparava a terra para o plantio e efetuava roçadas com foice, tudo de forma manual. O amor pela agricultura é mantido até hoje. Impossibilitada de mexer na terra, já que está numa cadeira de rodas, acompanha e orienta a filha Sueli na lida com a horta. “É um de seus prazeres. Ela precisa ver a horta desenvolvendo todos os dias. A mãe gosta muito de verduras”, afirma Sueli.

A mãe veterana acorda cedo, por volta das 6h. Seu café da manhã tem ovos de colônia fritos ou cozidos, leite colonial, linguiça e feijão revirado com farinha de mandioca. Em seguida toma chimarrão. No almoço, não pode faltar a carne de porco ou de gado e salada de verduras. “Para a mãe o feijão deve ser preparado apenas com banha e a comida é feita diariamente no fogão a lenha”, conta a filha.

Aos 106 anos, a mãeozona mantém uma saúde invejável, não tem problema na visão, ainda costura a mão e na máquina, e apenas perdeu um pouco da audição. No verão, toma banho de mangueira, afirmando que nunca quer esquecer a época em que era criança. Ela é espírita, frequentadora do Centro Espírita São Franciso de Assis, no Bairro Colmeia. “O espiritismo e o bem estar da família é que me mantém forte. Os filhos devem valorizar mais os pais” destaca.

Maria diz que quer viver até quando Deus permitir a sua presença na terra.