Unidos da Zona Sul quebra jejum e é campeã do Carnaval

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Escola conquistou o título pela 8ª vez na história

Cantando o samba “Axé para quem tem fé, se você acredita eu existo pra você”, a Unidos da Zona Sul se consagrou, pela 8ª vez, como grande campeã do Carnaval de Rua de Santo Ângelo, realizado nas noites de sexta (20) e sábado. A azul e branco acabou com o jejum de quatro anos sem vencer e conseguiu 99,4 pontos na avaliação geral dos jurados, ficando à frente da campeã do ano passado, Acadêmicos do Improvizo, que obteve 98,6.

O desfile foi realizado na Avenida Venâncio Aires. O 3º lugar ficou com a Grande Pippi, com 97,9 pontos; o 4º, com a Imperadores do Samba, que somou 97,5; e, na 5ª posição, ficou a Império da Zona Norte, com 94 pontos. A apuração ocorreu na sede do 7º RPMon, na zona Oeste da cidade, na tarde de domingo (22). A margem entre a 1ª e a 2ª colocadas foi de oito décimos. A Acadêmicos do Improvizo chegou a assumir a frente nos primeiros quesitos apresentados, porém, nos itens Evolução, Alegoria, Comissão de Frente, Tema Enredo e Abre-Alas, a Unidos da Zona Sul recebeu notas superiores dos jurados, abrindo vantagem.

A presidente da azul e branco, Tassiana Ribeiro, ressaltou que esses são momentos inesquecíveis e afirma: “A campeã voltou”. “O choro e o grito preso estão soltos. Obrigada à nação azul e branco e a todos os que acreditaram, torceram, trabalharam e se emocionaram conosco. Me faltam palavras para agradecer e expressar essa emoção que toma meu coração.”

COMPOSIÇÃO DA ESCOLA
A presidente enfatiza que, para montar uma escola de samba como a Zona Sul, é importante a participação da comunidade e de todos os componentes como uma família. “Todo o processo é conversado e debatido com a escola. No entanto, neste ano, tudo isso partiu de uma ideia do Paulo Peres, membro da diretoria, que deu a ideia de debatermos a questão do preconceito religioso, que é mais uma forma de preconceito que temos na sociedade e que, às vezes, é ignorado pela população”, explica.

Questionada sobre os problemas financeiros que as escolas enfrentam, Tassiana diz que, no caso da Unidos da Zona Sul, é buscado patrocínio e recursos de várias pessoas físicas para que se consiga investir na escola de samba. “Realmente é um valor alto para manter uma escola de samba, principalmente no caso da Zona Sul, que busca apresentar fantasias e carros alegóricos diferenciados, por isso as parcerias e empenho de todos em buscar esses recursos é fundamental”, diz.

ANÁLISE DA LIGA
Em entrevista ao Jornal das Missões, o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba de Santo Ângelo (Liessa), Romaldo Melher dos Santos, ressaltou que esse foi um dos maiores Carnavais já realizados em Santo Ângelo e que a chuva do último sábado impediu que fosse o maior em público. Segundo ele, nos dois dias de desfile, foram registradas cerca de 20 mil pessoas.

“Neste ano, houve melhorias com relação à infraestrutura, sonorização, segurança, entre outros. Esse foi um dos maiores Carnavais de Santo Ângelo, mesmo com a chuva”, analisa. No entanto, ele esclarece que há muitas coisas a serem trabalhadas para o próximo ano. Uma delas é quanto ao asfalto. “Para o desfile, é preciso que haja um asfalto liso e não cheio de irregularidades como foi. Houve muitos tombos e as escolas acabaram sendo prejudicadas na evolução, por conta dos buracos”, diz.

Além disso, Romaldo chama a atenção para a área free, que, no próximo ano, deve ter portões de acesso, em função dos vendedores ambulantes sem alvará do município. “Vamos aumentar a fiscalização nesse sentido também, tendo em vista que os vendedores credenciados pagam imposto e precisam disputar espaço com pessoas que vendem produtos sem procedência. Vamos organizar para que isso não aconteça mais. Vamos aumentar o controle”, conclui.