UPA comemora um ano com mais de 40 mil atendimentos

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Prefeito Jacques Barbosa lembrou que os investimentos significativos feitos na área da saúde somente são possíveis pela maneira austera com que trabalha o Governo Municipal. Foto: Fernando Gomes/AI Prefeitura de Santo Ângelo

Prefeito confirmou autorização e afirmou que resta aguardar repasse de recursos do Ministério da Saúde para o início do atendimento 24 horas

Uma média de 3.344 consultas/procedimentos por mês. Esse é o resultado do primeiro ano de funcionamento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA). O número foi destacado na manhã desta sexta-feira (4), durante a comemoração do primeiro ano da UPA, que foi completado dia 26 de setembro. Dos 40.118 atendimentos prestados, cerca de 10 mil são referentes ao setor de pediatria.

Em seu pronunciamento, o prefeito Jacques Barbosa confirmou que o Governo Municipal já conta com os documentos do Estado e do Ministério da Saúde aprovando o funcionamento 24 horas da UPA santo-angelense, entretanto aguarda os repasses necessários para efetivar a ampliação do horário. “Serão necessárias algumas adequações, que já estamos providenciando. Mas o principal é o repasse de algo entre três e quatro milhões de reais pelo Ministério da Saúde. Também vai aumentar o nosso investimento, mas temos consciência disso e trabalhamos para prestar o melhor atendimento possível para a nossa comunidade”, disse o prefeito. “Quando abrimos a UPA, alguns mostravam preocupação com um possível prejuízo ao Hospital Santo Ângelo. Isso jamais ocorreu. O HSA segue firme e forte e nós somos parceiros por entender a importância que essa casa de saúde tem para a população”, acrescentou.

Hoje a UPA atende de segunda a sexta das 7 às 22 horas e, aos finais de semana e feriados das 7 às 19 horas.

Jacques lembrou que o investimento significativo na área da saúde somente é possível pela maneira austera que trabalha o Governo Municipal. Segundo ele, o cenário é difícil, com carências financeiras que geram atrasos por parte dos governos estadual e federal, o que reduz a capacidade do Município. “Diante disso, somente com muito esforço, controle e criatividade a gente consegue dar esse atendimento à comunidade. Temos uma equipe qualificada que consegue fazer o melhor possível com pouco.”

O prefeito destacou ainda que na área de saúde, o investimento do Governo Municipal vai além da UPA. Citou como exemplo, a revitalização dos postos de saúde, com muitos já reformados e outros com as licitações para obra em andamento. “E estamos buscando recursos para uma ampla reforma no Posto da 22 de Março”, comentou.

Também observou a agilidade com que o Município conseguiu repor os profissionais do Programa Mais Médicos. “Saíram 16 profissionais e nós conseguimos a colocação de 20. Agilidade e competência da Secretaria. O secretário Luis Carlos Cavalheiro alia a parte técnica de gestor com o conhecimento de médico e isso faz a diferença”, avalia.

IMPORTÂNCIA COMPROVADA

O secretário municipal de Saúde, Luis Carlos Cavalheiro, disse que a importância da UPA para a comunidade santo-angelense está comprovada pelos números do primeiro ano de funcionamento. “São mais de 40 mil atendimentos, destes, 10 mil são crianças. Esse público, se a UPA continuasse fechada, seria atendido no Hospital Santo Ângelo, que assim teria dificuldade em seguir sendo uma referência regional. Nos quatro anos que a UPA permaneceu fechada, foram 160 mil atendimentos que deixaram de ser feitos”.

Cavalheiro frisou que no Governo Municipal de Santo Ângelo a saúde é realmente prioridade. “Estamos investindo na melhoria da estrutura, na qualificação dos servidores, mesmo num momento de crise. São avanços que devem ser comemorados pela comunidade.”

VONTADE POLÍTICA E ORGANIZAÇÃO

O deputado estadual Eduardo Loureiro era prefeito de Santo Ângelo quando foi apresentado o projeto da UPA pelo governo Federal. Ele fez uma retrospectiva das tratativas até a conquista da Unidade. “O Município contava com o pronto-atendimento no posto das 22 de Março, com estrutura limitada e sem capacidade de desafogar o Hospital Santo Ângelo. Quando a UPA foi ofertada, entendemos que era importante aderir e instalar a Unidade”.

Segundo ele, a primeira ideia era instalar a UPA na Avenida Getúlio Vargas, ao lado da Escola Técnica Estadual. Porém, a área não foi aprovada pelos técnicos do Governo do Estado devido as suas dimensões. “Encontramos então a possibilidade de instalar aqui no Bairro Pippi. O terreno foi aprovado tecnicamente e contou ainda a questão da descentralização do atendimento. Inclusive, fizemos reunião com a comunidade dessa região que aprovou a ideia”.

Eduardo pontuou que o Estado construiu o prédio, num valor de R$ 3 milhões, e depois foi conseguido mais R$ 1 milhão, via convênio, para os equipamentos. Somente o aparelho de raio-x, que está em funcionamento, custou cerca de R$ 300 mil. A UPA foi entregue pelo Estado ao Município em 27 de dezembro de 2012. Na administração seguinte, a UPA permaneceu fechada.

“Vontade política e organização. Essa é a receita para que o Governo Municipal tenha conseguido colocar a UPA em funcionamento e mais todos esses investimentos que estão sendo destacados. Administrar é definir prioridades, pois não se consegue dinheiro para tudo. E a saúde é prioridade. Economizar na saúde não é uma boa política”.

PRESENÇAS

Acompanharam o ato solene, a primeira-dama Juliana Barbosa; vice-prefeito Bruno Hesse; presidente da Câmara de Vereadores, Maurício Loureiro; coordenador regional de Saúde, Yuri Zabolotski; provedor do Hospital Santo Ângelo, Odorico Bessa Almeida; administrador da UPA, Osvandir Lemos; coordenadora da UPA, enfermeira Eduarda Perim Motta; presidente do Conselho Municipal de Saúde, Clarice Haack; vereadores, secretários municipais, servidores e convidados.

Prefeito Jacques Barbosa lembrou que os investimentos significativos feitos na área da saúde somente são possíveis pela maneira austera com que trabalha o Governo Municipal.
Foto: Fernando Gomes/AI Prefeitura de Santo Ângelo

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