URI irá formar 56 mediadores de conflitos para atuar nas Missões

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Em maio, 56 alunos conluem gratuitamente o curso de Formação e Capacitação de Mediação de Conflitos através da URI de Santo Ângelo.

O curso iniciado em setembro de 2012 tem como público-alvo os profissionais da área do Direito, Psicologia, Serviço Social, Pedagogia, religiosos (padres e pastores), professores, conselheiros tutelares, coordenadores pedagógicos, advogados, acadêmicos da URI, funcionários do Case e demais pessoas da comunidade.

Segundo o coordenador do curso, professor do Mestrado em Direito e da graduação em Direito, doutor Mauro Gaglieti, os alunos estão sendo preparados para serem mediadores e coordenadores de práticas restaurativas no âmbito judicial e extrajudicial no tratamento de conflitos.

Durante a capacitação são ensinadas técnicas de diálogo para resolver conflitos dentro e fora do judiciário, em escolas e bairros. São conflitos envolvendo a família, vizinhos, alunos na escola e colegas de trabalho.

Ao final do curso, os participantes receberão um certificado de 40 horas e poderão atuar nos Fóruns de Santo Ângelo, Guarani das Missões e Cerro Largo.

Uma nova turma será formada com as aulas iniciando no dia 13 de maio e terminando no dia 12 de dezembro. As inscrições podem ser feitas no primeiro dia de aula, às 17h30min, no prédio 18 da URI – sala 18.304.

A VISÃO DE ALUNOS

“Nós convivemos com o conflito. O curso está nos deixando enriquecidos e preparados para resolver os problemas na escola. Nos capacita para tratar os conflitos com maior segurança e nos fortalece na escola”. Nádia Tavares dos Santos, orientadora educacional

“A mediação é importante na comunicação entre as pessoas, tornando-se mais construtiva, solidária e afetiva e permite a aproximação e a resolução de conflitos”. Jorge Eduardo Espinosa, pastor da 1ª Igreja Batista de Santo Ângelo e acadêmico de Serviço Social

“É importante não só pelo estudo mas pelo conhecimento de vida. A mediação é o caminho que a justiça deve adotar”. Paulo Morari, comerciante

“Acho importante porque aprendemos a se livrar dos preconceitos. Você tem que fazer com que as duas partes encontrem a própria solução. Você aprende a se olhar em terceira pessoa”. Yasmin Alves dos Santos, estagiária

“O Judiciário não cumpre com o seu papel devido à grande demanda de processos existentes. Com a mediação é possível amenizar este problema”. Fábio Alessandro Stein, acadêmico