Vigilância Ambiental intensifica combate após confirmação de caso de dengue em Santo Ângelo

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Ontem (3), agentes ambientais coletaram amostras de larvas de mosquito no Bairro Olavo Reis. Foto: Daniele Angnes/JM

A Vigilância Ambiental intensificou nesta sexta-feira (3), as ações de combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, depois que o Laboratório Central do Estado (Lacen) de Porto Alegre, confirmou um caso de dengue em Santo Ângelo. A suspeita é do ano passado e só agora veio o resultado do exame.

CASO DE DENGUE EM UMA MULHER
Segundo a coordenadora da Vigilância Ambiental, Selenir Arruda, o caso é de uma mulher, moradora na localidade de Restinga Seca que pode ter contraído a doença enquanto visitava um familiar na área urbana. Ela foi hospitalizada, medicada e já se recuperou. “Intensificamos o trabalho no cemitério da comunidade que é o local estratégico onde há o maior risco de criadouro do mosquito, porque há vasilhas com água parada. No entanto, só encontramos amostras do mosquito comum “Culex”, o que nos faz acreditar que a mulher tenha contraído a doença na área urbana e não no interior”, explica.

CASOS EM 2019
Selenir afirma que não há casos na área urbana. Em 2019, 120 pessoas procuraram as unidades de saúde após suspeita da doença e destas, 34 foram confirmadas no município. “Não há uma epidemia de dengue na área rural e nem na urbana, mas é importante ficar em alerta, principalmente nesta época do ano. Recomendamos que depois de cada chuva, os moradores dem uma olhada nas vasilhas com água parada que ficam em seus pátios e despejam. Se não deixarmos água parada, não haverá proliferação do inseto”, observa.

SINTOMAS DA DOENÇA
Selenir destaca os principais sintomas da dengue: febre alta (38.5ºC), dores musculares intensas, dor ao movimentar os olhos, mal estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo.
Podem surgir manifestações clínicas (sinais de alarme) correspondentes a uma complicação da doença potencialmente letal chamada dengue grave (conhecida anteriormente como dengue hemorrágica), que aparecem devido ao aumento da permeabilidade vascular e da perda de plasma, o que pode levar ao choque irreversível e à morte.

 

Texto: Oda Kotowski/JM

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