‘Vou defender nossa classe LGBT na parte que precisar’

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Afirmação é de Yasmin Prestes 38 anos, eleita vereadora em Entre-Ijuís. Travesti, primeira da região a assumir um posto no Legislativo Municipal, ela fez 260 votos, foi a sexta mais votada.

Esta foi a primeira vez que Yasmin concorreu a vereadora, porém, a trajetória dentro da política não é nova. Por 20 anos foi assessora de candidato, “nunca pensei em ser candidata, mas, de um tempo pra cá, fui vendo todas as dificuldades e, conversando com a minha comunidade, para termos vez e voz, resolvi participar.”

Com uma campanha marcada pela força de vontade, sem recursos, Yasmin conta que caminhou quilômetros para chegar a cada um dos eleitores. “Visitei a cidade inteira, nos quatro cantos e sempre fui bem recebida por todos. Fui em algumas localidades do interior, também fui bem recebida”, afirma. “Pude sentir, em alguns olhares, admiradores pelo meu trabalho e que queriam mudança, queriam apostar em mim e no projeto que defendo.”

Apesar de nunca ter passado por momento de preconceito pelo gênero, ela afirma que dará apoio as amigas, que passaram por ataques, “e vou defender, defender nossa classe LGBT na parte que precisar”, reforça.

Defesas na Câmara

A primeira meta de Yasmin na Câmara é fortalecer o projeto Solidários em Ação, “quero trabalhar com transparência, seriedade”, reforça. Ela diz perceber que o Legislativo Municipal não possui vereador que trabalhe com as famílias, “que faz cisitas, que vê como estão, que pergunta se estão sendo bem atendidas na área da saúde, assistência social…. Então, isso será o meu trabalho”, afirma.

Há 24 anos a frente de projeto social, afirma que essa presença na comunidade fará com que tenha voz e força para poder levar às secretarias o que as famílias realmente vão precisar.

Projeto solidário

Yasmin tem 24 anos de trabalho solidário em Entre-Ijuís. É coordenadora fundadora do projeto Solidários em Ação, desenvolvido em parceria com o Brechó Solidário.

Ela lembra que durante as visitas feitas pelo grupo (quando ainda não era candidata) percebia que famílias precisavam de ajuda, “com remédios, fraldas…”, conta. “Ai percebemos que não tínhamos tanta voz”. Foi aí que ela colocou seu nome à disposição para concorrer, “para fortalecer o projeto, ajudar as famílias, as crianças e todos os pedidos que chegam até a gente todos os dias”, reforça.

 

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