Produtividade média da soja deve ficar em 24 sacas por hectare

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Perdas nas lavouras de soja ainda estão sendo contabilizadas restando cerca de 5% da área de 35 mil hectares para serem colhidos

Prejuízo nos 35 mil hectares cultivados com soja em Santo Ângelo deve ser superior a R$ 110 milhões. Produção leiteira e milho também foram afetados significativamente pela estiagem.

O prejuízo está consolidado com a quebra nas lavouras de soja estabelecida pela estiagem. O volume ainda não é definitivo porque restam cerca de 5% das lavouras para serem colhidas.

De acordo com Álvaro Uggeri Rodrigues, chefe do escritório local da Emater, a produtividade média inicial estimada era de 60 sacas por hectare, repetindo o resultado da safra anterior, entretanto os números da colheita mostram que a média que está sendo obtida está ficando em 24 sacas por hectare, ou seja, uma queda em torno de 60%.

“Não é uma safra favorável, com prejuízos de grande monta, principalmente na soja. Isso o levantado até o momento e, claro que ainda teremos reunião da Comea (Comissão Municipal de Estatísticas Agropecuárias), para avaliar mais detalhadamente os números”, observa.

Ele calcula que somente com a quebra da soja, o prejuízo no município alcançará os R$ 110 milhões. Somando os danos provocados nas lavouras de milho, na atividade leiteira e outros setores, o rombo deverá ser superior a R$ 120 milhões em Santo Ângelo.

O agrônomo comenta ainda que grande parte dos sojicultores possuem seguro, o chamado Proagro, contratado quando é realizado financiamento para plantio na rede bancária. Entretanto, o Proagro auxilia, mas não resolve o problema do prejuízo. “É uma ferramenta, que o produtor para para ter esse amparo para não ficar com todo o prejuízo”, comenta. “Por exemplo, o produtor estabelece no contrato uma média de 22 sacas por hectare, se colhe apenas 12, o que faltar para quitar o financiamento, o Proagro irá atender. A diferença da quebra não é amparada”.

Quanto a bacia leiteira, Àlvaro ressalta que as pastagens secaram e, com isso, o produtor teve que aumentar seu custo para alimentar o rebanho com fornecimento de ração e silagem, que são mais caros. “ Mesmo suplementando a alimentação, a produção reduziu em torno de 30% e 40% para o volume normal do período”.

 

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