Soja pode ter quebra de 60% na saca por hectare

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Em Santo Ângelo, a colheita de soja está em 65%, da área de 35 mil hectares cultivados com o grão. Foto: Daniele Angnes/JM

Estimativa não é definitiva, uma vez que a colheita ainda está em andamento. Porém, já em comparação com a meta inicial, que era de 60 sacas por hectares, de acordo com a Comissão Municipal de Estatísticas Agropecuárias (Comea), hoje está em 24 sacas por hectare. “Isso representa uma quebra de 60%”, segundo explica o engenheiro Agrônomo e chefe do Escritório Municipal da Emater, Álvaro Uggeri Rodrigues.

Em Santo Ângelo, a colheita de soja está em 65%, da área de 35 mil hectares cultivados com o grão. “Na área de 35 mil hectares cultivada, representa 1.260.000 sacas menos que o esperado; em valores, representa R$ 110.880.000,00 que deixarão de circular na economia local (levando em consideração o atual preço da saca de soja – R$ 88,00)”, detalha Rodrigues.

No milho, a redução de sacas por hectare é de 28,5%. “A expectativa era colheita de 140 sc/ha, sendo que, até o momento, a média está em 100 sc/ha.”

Economicamente, Rodrigues explica que na área de milho de sequeiro (2,5 mil hectares), são 100 mil sacas a menos, “o que representa um valor de R$ 4.3 milhões (preço da saca de 60 kgs de milho – R$ 43,00) que também deixará de circular.”

QUALIDADE DO GRÃO
Como os últimos meses foram marcados pela ocorrência de chuvas de baixo volume na maior parte do Estado, a cultura teve seu ciclo natural alterado, o que causou a maturação desuniforme das plantas – com grãos de coloração esverdeada, além de serem de pequeno tamanho e mais leves. “Tudo isso se insere no quesito “qualidade de grãos” e pode acarretar em maiores descontos aos produtores quando da venda do produto. É importante os produtores questionarem as empresas onde eles depositam a soja para saber se esta condição dos grãos vai acarretar maiores perdas ou não para sua produção.”

ALTERNATIVAS
Ainda, segundo o engenheiro agrônomo, neste momento, os produtores que financiaram com Proagro ou seguro agrícola devem acionar estes mecanismos. “Também se sabe que as representações dos agricultores estão negociando outras medidas com governos federal e estadual para amparar e auxiliar o setor agropecuário gaúcho neste difícil período.”

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