Coronavírus: pedido é de que pessoas fiquem em casa e evitem aglomerações

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Secretário municipal de Saúde, Luís Carlos Cavalheiro; médico infectologista, Rodrigo Kilian, e o coordenador regional de Saúde, Iury Sommer, estiveram no JM para falar sobre o Coronavírus. Foto: Arquivo JM

O Jornal das Missões recebeu, na quinta-feira (18), o coordenador regional de Saúde, Iury Sommer, o secretário municipal de Saúde, Luís Carlos Cavalheiro, e médico infectologista, Rodrigo Kilian, para tirar dúvidas sobre o novo Coronavírus. A conversa, transmitida pelas redes sociais, teve como objetivo esclarecer a população sobre qual a situação de Santo Ângelo e região com relação ao Covid-19.

De acordo com o gestor municipal da Saúde, Luís Carlos Cavalheiro, não há casos suspeitos na cidade. “Estamos tomando todas as medidas e precauções para evitar a contaminação”, afirma.

Cavalheiro adianta que mesmo não tendo notificações, município saiu na frente. “Suspendemos muitos eventos para evitar as aglomerações e uma possível circulação do vírus”.

Na região, Iury Sommer, titular da 12ª CRS, diz que dois casos são investigados: um em Guarani das Missões e outro e São Luiz Gonzaga – estes aguardam resultado do Laboratório Central (Lacen). “No interior temos os decretos de suspensão de eventos e todas as questões que envolvem massas de pessoas. O que restringe a circulação de pessoas e limita a transmissão do vírus”, diz. “Mas é importante as pessoas compreenderem que esta é uma ação preventiva, que é preciso deixar de fazer algumas atividades neste momento para que no futuro tenhamos um resultado efetivo na contenção do vírus”, acrescenta.

Médico infectologista, Rodrigo Kilian, reforçou o alerta. Disse que é preciso que a população entenda, que as medidas adotadas agora terão um impacto muito grande logo adiante. “Estamos num primeiro momento de o vírus chegar e começar a transmissibilidade (que é muito rápida). Então temos que ser muito rápidos também”.

O Covid-19 tem uma letalidade mais baixa (em comparação a outros integrantes da família coronavírus (Sars e Mers), média 3%. Porém, a transmissibilidade (contágio) é maior, em comparação com a Influenza H1N1.

Sintomas
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os sintomas mais comuns do novo coronavírus (Covid-19) são: febre, tosse e dificuldade de respirar. Segundo a entidade, alguns pacientes podem ter dores, congestão nasal, corrimento nasal, dor de garganta ou diarreia.

Esses sintomas, geralmente, são leves e começam gradualmente. No caso da tosse, ela apresenta risco quando é seca, intensa e persistente, diferente de um pigarro eventual, casada com outros sintomas.

Rodrigo Kilian explica que não é indicado que pessoas com tosse ou coriza façam o exame para Covid. “Então como suspeitar de uma infecção? Primeiro você tem de estar em um lugar que o vírus esteja circulando ou entrar em contato com alguém que tenha o vírus, isso, contando 14 dias retrógrados ao aparecimento dos sintomas. Tendo esse vínculo epidemiológico junto com o quadro clínico podemos pedir o exame para Covid-19”, detalha.

Precauções
Entre as medidas de prevenção estão: lavar bem as mãos com água e sabão, sabonete ou detergente; usar álcool em gel; cobrir a boca ao tossir ou espirrar, evitar compartilhar objetos pessoais e aglomerações.

Transmissão comunitária
Na quarta-feira (18), Porto Alegre registrou o primeiro paciente com transmissão local do vírus. Isso acontece quando é impossível identificar a origem da contaminação de uma pessoa em determinada cidade. A partir daí, a Prefeitura da Capital adotou medidas que restringiram circulação de pessoas.

Na quinta, o Governo do Estado decretou situação de calamidade pública. Documento proíbe transporte interestadual e restringe o intermunicipal; comércio e indústria devem estabelecer planos de revezamento e alteração de jornadas para reduzir a exposição e o fluxo de trabalhadores.

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