Região das Missões em alerta para atender possíveis casos de coronavírus

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Coordenador da 12ª CRS, Iuri Sommer, estima que vírus chegue na região no inverno. Fotos: Oda Kotowski/JM

A 12ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) realizou na tarde de terça-feira (3), no auditório do Hospital de Caridade Santo Ângelo, um encontro com profissionais médicos, de enfermagem e administração de hospitais e clínicas da região das Missões para apresentar o plano de enfrentamento do coronavírus (Covid-19).

O alinhamento das ações foi definido a partir do Centro de Operações de Emergência (COE – 12ª CRS) e prevê medidas de controle e contingência. O Rio Grande do Sul investiga 82 casos suspeitos. Em Santo Ângelo não há nenhum caso sendo investigado. Na região Noroeste, há um caso suspeito em Santa Rosa e dois em Cruz Alta. “A tendência é que no inverno este vírus venha para cá. Por isso, a medida tem por objetivo a detecção oportuna de possíveis casos e a definição dos fluxos a serem seguidos nessas situações”, explica o coordenador regional de saúde, Iuri Sommer.

Considera-se como caso suspeito a pessoa que nos últimos 14 dias tenha tido viagem para um dos países onde há casos confirmados da doença ou que tenha tido contato com caso comprovado de coronavírus.

A enfermeira Sandra Ribeiro de Souza, da Vigilância Epidemiológica da 12ª CRS, destaca que ao se definir um caso como suspeito é importante proceder com o isolamento do paciente, através da colocação de máscara cirúrgica e segregação em área com pouca ou nenhuma circulação de pessoas. “O fato deve ainda ser notificado imediatamente à coordenadoria para procedermos a identificação ou confirmação para a doença e o tratamento”, frisa.

A orientação é de que as Vigilâncias Epidemiológicas Municipais juntamente da Atenção Básica, estejam em alerta para a chegada de viajantes que estiveram em países com casos de coronavírus e que não estejam apresentando sinais e sintomas.

PONTOS DE ENTRADA DA DOENÇA NA REGIÃO
O COE considera que os principais pontos de entrada identificados na área de abrangência da 12ª CRS poderão ser: o Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, as Estações Rodoviárias, as fronteiras com a Argentina através dos portos localizados nos municípios de São Borja e Porto Xavier e informalmente nas travessias de balsas e barcos nos municípios de Garruchos, Pirapó, Roque Gonzales e São Nicolau.

AUTORIDADES SANITÁRIAS PARA NOTIFICAÇÃO
As principais autoridades sanitárias que deverão ser notificadas sobre possíveis casos de COVID-19 são: Vigilância Epidemiológica da 12ª CRS, Vigilância Epidemiológica do Município de Santo Ângelo, Agência Nacional de Vigilância Sanitária em Porto Alegre, Centro Estadual de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde e Central de Regulação Estadual.

HOSPITAIS QUE PODERÃO RECEBER PACIENTES
As recomendações do Plano de Enfrentamento foram repassadas a clínicas e hospitais da região. As instituições estão localizadas nos seguintes municípios: Caibaté (Associação Hospitalar Roque Gonzales), Cerro Largo (Associação Hospitalar de Caridade Serro Azul), Guarani das Missões (Sociedade Hospitalar Santa Tereza), Porto Xavier (Sociedade Hospitalar de Caridade Nossa Senhora dos Navegantes), Roque Gonzales (Hospital de Caridade Santo Antônio), Santo Ângelo (Associação Hospital de Caridade Santo Ângelo e Hospital Unimed), São Borja (Fundação Ivan Goulart – Hospital Infantil), São Luiz Gonzaga (Sociedade Hospital São Luiz Gonzaga) e São Miguel das Missões (Associação Hospitalar de Caridade Beneficente São Miguel).

ORIENTAÇÕES MÉDICAS

Médicos infectologistas Rodrigo Kilian e Sérgio Jaskulski

O coordenador de saúde, Iuri Sommer, observa que Exército Brasileiro, presente nos municípios de Santo Ângelo, São Luiz Gonzaga e São Borja, manifestou apoio caso for necessário. Os médicos infectologistas Sérgio Jaskulski (12ª CRS) e Rodrigo Kilian (Posto Médico de Guarnição de Santo Ângelo) fizeram uma explanação sobre como identificar os casos de COVID-19. Dentre outras informações, eles relataram os sinais clínicos para a doença. O período de incubação é de 5,2 dias, isto é, os pacientes podem apresentar os primeiros sintomas durante esse período. Os sintomas podem ser: febre, tosse seca, fadiga e mialgia, produção de escarro, dor de cabeça, hemoptise e diarreia.

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